Ato pró-Bolsonaro em Copacabana reúne 18,3 mil pessoas, aponta estudo da USP

No mês de março de 2025, a orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi palco de uma manifestação de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. De acordo com um estudo realizado pela Universidade de São Paulo (USP), o ato contou com a participação de 18,3 mil pessoas. A pesquisa utilizou imagens aéreas e técnicas de processamento de imagem para estimar o tamanho da multidão, metodologia já empregada em outros eventos políticos no país.

A manifestação ocorre em um contexto de forte polarização política. Bolsonaro, que deixou a presidência em 2022, enfrenta uma série de investigações judiciais, incluindo inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF). Seus apoiadores foram às ruas para demonstrar resistência e apoiar o ex-mandatário, que ainda mantém uma base fiel de seguidores.

O número de 18,3 mil pessoas, embora expressivo, é inferior a outros grandes atos já realizados em Copacabana, como manifestações históricas que reuniram centenas de milhares de pessoas. No entanto, a capacidade de mobilização de Bolsonaro continua sendo um fator relevante no cenário político brasileiro. O estudo da USP ajuda a dimensionar o apoio real nas ruas, oferecendo dados concretos para análise.

A metodologia empregada pela USP consiste na captura de imagens de drone ou de pontos elevados, combinadas com algoritmos de visão computacional que contam indivíduos em uma determinada área. Essa técnica tem sido cada vez mais utilizada para fornecer estimativas independentes de público, em contraponto a números oficiais divulgados pelos organizadores.

O ato em Copacabana também gerou ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa, com debates sobre a precisão dos números e o significado político da manifestação. Para analistas, a mobilização mostra que o ex-presidente ainda exerce influência, mas o comparecimento aquém de eventos anteriores pode indicar um desgaste gradual.

Em resumo, o estudo da USP serve como um importante termômetro para medir a força das manifestações políticas no Brasil, especialmente em um momento de tensão e expectativa para as próximas eleições. A transparência na contagem de participantes contribui para o debate público democrático.