Diciola cobra aeroporto de Barreiras, defende Academia de Letras e atenção à saúde

Em uma sessão recente na Câmara Municipal de Barreiras, o vereador Diciola apresentou um conjunto de reivindicações que abrangem três áreas sensíveis para a população: infraestrutura aeroportuária, cultura e saúde pública. O parlamentar cobrou ações concretas do poder público para atender demandas antigas da comunidade, e destacou que o desenvolvimento do município passa necessariamente por investimentos nesses setores.

Aeroporto de Barreiras: uma necessidade urgente

O aeroporto de Barreiras é a principal porta de entrada para o oeste baiano, mas atualmente enfrenta sérias limitações de infraestrutura. Diciola defendeu a ampliação do terminal de passageiros, a modernização da pista de pouso e decolagem e o aumento da frequência de voos regulares, especialmente para Brasília e Salvador. “Sem um aeroporto à altura do potencial da região, ficamos isolados e perdemos oportunidades de investimento”, afirmou. O vereador lembrou que Barreiras é um polo regional de educação, saúde e comércio, e que a melhoria do transporte aéreo beneficiaria não apenas o turismo, mas também os negócios e a qualidade de vida dos moradores.

Ele também sugeriu que a prefeitura busque parcerias com o governo estadual e federal para viabilizar as obras, e citou exemplos de cidades de porte semelhante que conseguiram alavancar a economia após a reforma de seus aeroportos. A demanda é antiga e, segundo Diciola, já existem estudos de viabilidade que apontam a necessidade urgente de intervenção.

Defesa da Academia de Letras

Outro ponto de destaque no pronunciamento foi a Academia de Letras de Barreiras. Diciola manifestou total apoio à instituição, que desempenha um papel fundamental na preservação da cultura local, na promoção da leitura e no incentivo a novos escritores. O parlamentar defendeu maior aporte de recursos municipais para a academia, e sugeriu a criação de programas conjuntos com a Secretaria de Educação para levar atividades literárias às escolas.

“A cultura é um pilar do desenvolvimento social. Uma cidade que valoriza suas letras e seus artistas se torna mais humana e preparada para o futuro”, disse. Ele também propôs que o município edite uma lei de incentivo à cultura, facilitando o patrocínio de eventos e publicações. A Academia de Letras de Barreiras, fundada há décadas, reúne intelectuais e profissionais da área, mas enfrenta dificuldades financeiras para manter sua programação regular.

Atenção à saúde em pauta

A saúde pública foi outro eixo central das cobranças. Diciola destacou a sobrecarga das unidades básicas de saúde, a falta de médicos especialistas e a demora no agendamento de exames. Ele pediu a contratação imediata de profissionais por meio de concurso público e a ampliação do horário de atendimento nas UBSs. O vereador também chamou a atenção para as doenças tropicais que afetam a região, como dengue, chikungunya e zika, e defendeu campanhas permanentes de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti.

“Não podemos aceitar que nossa população morra por doenças evitáveis. A saúde precisa ser tratada como prioridade absoluta”, afirmou. Ele ainda cobrou o abastecimento regular de medicamentos nas farmácias municipais e a ampliação do programa de saúde da família para cobrir todas as comunidades rurais do município. Diciola prometeu fiscalizar a execução do orçamento da saúde e apresentar emendas parlamentares para garantir os recursos necessários.

Posicionamento político e próximos passos

O vereador reafirmou seu compromisso com o mandato participativo e disse que continuará ouvindo a população para levar as demandas ao plenário. Ele concluiu sua fala convocando a sociedade civil a se mobilizar e a cobrar do executivo municipal as melhorias apresentadas. Diciola adiantou que pretende protocolar requerimentos formais solicitando informações detalhadas sobre os planos da prefeitura para o aeroporto, a academia e a saúde.

“O povo de Barreiras merece respeito e transparência. Vamos trabalhar incansavelmente para que essas promessas saiam do papel”, finalizou. A sessão contou com a presença de representantes de entidades locais e da imprensa, que registraram as reivindicações.