Ex-deputado Tito marca presença em evento da Agroindústria Familiar a convite do Governador Jerônimo

O ex-deputado Tito marcou presença, a convite do governador Jerônimo Rodrigues, em evento dedicado à agroindústria familiar promovido pelo Governo da Bahia. Realizado no interior do estado, o encontro reuniu agricultores familiares, cooperativas, técnicos, pesquisadores e autoridades para debater o fortalecimento do setor e as oportunidades de mercado para os pequenos produtores. A iniciativa faz parte de um conjunto de ações do governo estadual para fomentar a geração de renda no campo e valorizar a produção local.

A agroindústria familiar é um dos pilares do desenvolvimento rural sustentável no Brasil, especialmente na Bahia, onde milhares de famílias dependem da transformação e comercialização de produtos agrícolas para garantir renda e qualidade de vida. De acordo com dados do IBGE e do Ministério do Desenvolvimento Agrário, o segmento é responsável por grande parte dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, como feijão, mandioca, leite, hortaliças e café. Na Bahia, a agricultura familiar está presente em todos os 417 municípios, com destaque para as regiões do Semiárido, Chapada Diamantina, Recôncavo e Oeste.

O evento organizado pelo governo estadual teve como objetivo principal aproximar os produtores das políticas públicas e das inovações tecnológicas disponíveis para o setor. Além disso, buscou fortalecer as cadeias produtivas locais, estimular o cooperativismo e ampliar o acesso a mercados institucionais e privados. A escolha do interior do estado como sede reforça o compromisso de descentralizar as ações e levar oportunidades diretamente às comunidades rurais.

Programação do evento

A programação foi estruturada em três dias de atividades intensas, combinando palestras, oficinas, feiras e rodadas de negócios. No primeiro dia, os participantes assistiram a palestras sobre gestão de negócios rurais, boas práticas de fabricação (BPF) e segurança alimentar. Especialistas do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) abordaram temas como formalização de empreendimentos familiares, acesso ao crédito rural e planejamento financeiro.

No segundo dia, ocorreram oficinas práticas de beneficiamento de alimentos, com destaque para processamento de frutas, produção de derivados lácteos e técnicas de conservação artesanal. Os agricultores também participaram de workshops sobre embalagem, rotulagem e marketing digital, aprendendo a usar ferramentas como redes sociais e marketplaces para divulgar seus produtos. Uma das oficinas mais concorridas foi a de boas práticas na produção de queijos e doces, conduzida por técnicos da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA).

Um dos momentos mais aguardados foi a Feira da Agroindústria Familiar, que ocupou um amplo espaço ao ar livre, onde dezenas de expositores apresentaram queijos, doces, compotas, mel, artesanato em capim dourado, licores, polpas de frutas e outros itens típicos de cada região da Bahia. A feira foi aberta ao público e atraiu centenas de visitantes, gerando vendas diretas e contatos comerciais. Agricultores de municípios como Barreiras, Vitória da Conquista, Ilhéus e Juazeiro marcaram presença com suas especialidades.

A rodada de negócios, realizada no último dia, conectou agricultores e cooperativas a compradores institucionais – como prefeituras, escolas e hospitais –, além de redes de supermercados, restaurantes e hotéis. Iniciativas como essa são essenciais para encurtar a distância entre quem produz e quem consome, gerando mais valor agregado no campo e estimulando a economia local. Durante a rodada, foram firmados acordos de fornecimento que devem beneficiar diretamente centenas de famílias de agricultores.

Presença de lideranças políticas

O governador Jerônimo Rodrigues participou da abertura do evento e percorreu os estandes da feira, conversando com produtores e conhecendo os produtos. Em seu discurso, destacou o empenho de sua gestão em criar condições para que a agricultura familiar se fortaleça como vetor de desenvolvimento econômico e inclusão social. Jerônimo lembrou programas como o Bahia Produtiva, o Mais Garantia Safra e as parcerias com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a compra de alimentos da agricultura familiar destinados à merenda escolar e a equipamentos públicos.

O ex-deputado Tito, que também discursou, ressaltou a importância de aproximar o poder público dos pequenos produtores e defendeu a ampliação de programas como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), que garantem mercado para os produtos da agricultura familiar. Ele enfatizou que o evento representa um passo concreto na direção do desenvolvimento regional sustentável e que a união de esforços entre estado, municípios e sociedade civil é fundamental para superar os desafios históricos do campo baiano.

“A presença do governador e de lideranças como o ex-deputado Tito mostra que a agroindústria familiar está na agenda prioritária do governo. Isso dá esperança aos pequenos produtores de que suas demandas serão ouvidas e atendidas”, avaliou o presidente de uma cooperativa local, que preferiu não se identificar.

Impactos para o desenvolvimento regional

A agroindústria familiar também desempenha um papel crucial na segurança alimentar e na preservação dos saberes tradicionais. Ao valorizar a produção local, o evento contribui para a redução do êxodo rural e para a fixação das famílias no campo com dignidade. A presença de lideranças como o ex-deputado Tito e o governador Jerônimo simboliza o alinhamento entre as esferas política e produtiva na busca por soluções concretas para o desenvolvimento rural integrado.

De acordo com especialistas que participaram do evento, a agroindústria familiar tem potencial para gerar emprego e renda em áreas onde outras atividades econômicas são escassas. O processamento de alimentos agrega valor à produção primária, permitindo que o pequeno produtor obtenha maior margem de lucro e reduza as perdas pós-colheita. Além disso, a diversificação de produtos fortalece a resiliência das propriedades diante das variações climáticas e de mercado.

Outro ponto debatido foi a importância da certificação sanitária e da regularização fiscal dos empreendimentos familiares. Muitos agricultores ainda enfrentam dificuldades para se adequar às exigências legais, o que limita o acesso a mercados mais formais. O evento promoveu orientações técnicas sobre como obter o Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf) e o registro nos serviços de inspeção municipal, estadual ou federal. A expectativa é que, com o apoio do governo, mais produtores consigam se formalizar e ampliar seus canais de venda.

Como participar de futuras iniciativas

Os agricultores interessados em participar de eventos semelhantes devem procurar as secretarias municipais de agricultura ou as unidades regionais da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) da Bahia. A SDR mantém um calendário anual de capacitações, feiras e encontros voltados para a agricultura familiar. Também é possível acompanhar as chamadas públicas da Conab e as licitações da merenda escolar para fornecer produtos institucionais.

O governo do estado, por meio da SDR e da EBDA, oferece assistência técnica e extensão rural (ATER) gratuita para agricultores familiares. Os interessados podem se cadastrar nos programas de ATER para receber visitas técnicas, participar de cursos e acessar informações sobre crédito e mercados. Manter o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) atualizado é um requisito básico para acessar a maioria das políticas públicas.

Perguntas frequentes sobre agroindústria familiar

O que é agroindústria familiar?

Agroindústria familiar é a atividade de processamento, transformação e comercialização de produtos agropecuários realizada por agricultores familiares, em suas propriedades ou em instalações comunitárias. Ela agrega valor à produção primária e gera emprego e renda no meio rural. Pode incluir desde a produção de queijos e doces até o beneficiamento de grãos, fibras e madeira.

Como o Governo da Bahia apoia o setor?

O governo oferece assistência técnica, linhas de crédito facilitadas (como o PRONAF e o Fundo de Desenvolvimento Social e Econômico), programas de compras institucionais (PAA, PNAE) e incentivos à formação de cooperativas e associações. Além disso, realiza eventos como o que contou com a presença do ex-deputado Tito, que funcionam como vitrine para os produtos e como espaço de capacitação e articulação.

Quais os principais desafios enfrentados pelos agricultores familiares na Bahia?

Entre os desafios estão a falta de infraestrutura de armazenamento e transporte, as dificuldades de acesso ao crédito, a burocracia para regularização sanitária e fiscal e a concorrência com produtos industrializados de baixo custo. A seca recorrente no Semiárido baiano também exige técnicas de convivência e sistemas de irrigação eficientes. Eventos como este ajudam a discutir soluções coletivas para esses problemas e a difundir tecnologias adaptadas.

Como os produtores podem participar de iniciativas semelhantes?

Os agricultores devem procurar as secretarias municipais de agricultura ou as unidades regionais da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) da Bahia para se informar sobre eventos, cursos e programas disponíveis. Também é recomendável manter o cadastro atualizado no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) para ter acesso às políticas públicas e ser comunicado sobre novas oportunidades.

O que é o Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf)?

O Senaf é um selo de identificação que atesta que um produto foi produzido por agricultores familiares. Ele facilita a comercialização em feiras, mercados institucionais e varejo, pois garante a origem e a qualidade do produto. O selo é emitido pela Secretaria de Agricultura Familiar e Agroecologia (SAF) do Ministério do Desenvolvimento Agrário e pode ser solicitado por associações e cooperativas.

Qual a importância de eventos como esse para o agricultor familiar?

Eles proporcionam capacitação, acesso a novas tecnologias, contato com compradores e visibilidade para os produtos, além de permitirem a troca de experiências entre produtores de diferentes regiões. Também fortalecem o associativismo e o cooperativismo, criando redes de colaboração que podem resultar em ganhos de escala e poder de negociação.