Os estudantes da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB) estão enfrentando sérias dificuldades com o transporte público em Barreiras. As principais queixas envolvem superlotação nos horários de pico, atrasos constantes e total desrespeito às necessidades de pessoas com deficiência (PCDs).
De acordo com relatos de alunos, os ônibus que atendem a região do campus frequentemente circulam lotados, obrigando passageiros a viajarem em condições precárias, sem espaço mínimo e com risco à segurança. Os atrasos são rotineiros, comprometendo a chegada no horário das aulas e atividades acadêmicas.
Outro ponto grave é a falta de acessibilidade. Estudantes com deficiência relatam que os veículos não possuem rampas adequadas, assentos prioritários ou espaço reservado para cadeirantes. A situação é considerada um desrespeito aos direitos garantidos por lei.
A mobilidade urbana em Barreiras sempre foi um desafio, mas com o crescimento da universidade e o aumento do número de alunos, o problema se agravou. As denúncias apontam omissão das empresas concessionárias e da Prefeitura, que não fiscalizam nem planejam melhorias no sistema.
Diante desse cenário, os estudantes cobram providências urgentes: ampliação da frota, cumprimento dos horários, fiscalização efetiva e, principalmente, adaptação dos veículos para PCDs. A esperança é de que a repercussão das denúncias force o poder público a agir.
Além da superlotação, a falta de planejamento nos horários força os alunos a esperar até uma hora ou mais nos pontos próximos ao campus. Muitos optam por sair muito antes do início das aulas, o que compromete o rendimento acadêmico e o tempo de estudo.
Estudantes com deficiência motora ou visual relatam que sequer conseguem embarcar em alguns ônibus, já que as portas são estreitas e os motoristas não recebem treinamento básico para auxiliar. A situação fere o Estatuto da Pessoa com Deficiência e outras normas de acessibilidade urbana.
A expectativa dos universitários é de que as denúncias ganhem repercussão e pressionem a prefeitura a realizar uma auditoria no contrato com as empresas de transporte, além de incluir a comunidade acadêmica no debate sobre a mobilidade da cidade.