Apesar das tarifas impostas pelo governo Donald Trump, as exportações da China registraram alta de 12,4% em março de 2025 na comparação anual, alcançando US$ 312 bilhões, segundo dados oficiais chineses. O desempenho superou as previsões do mercado e reforça a resiliência do setor exportador chinês diante das tensões comerciais globais.
O crescimento foi puxado especialmente por produtos de alta tecnologia, como veículos elétricos, baterias de lítio e painéis solares, áreas em que a China tem investido maciçamente. As vendas para países do Sudeste Asiático, América Latina e África cresceram de forma expressiva, compensando a queda nas exportações para os Estados Unidos.
Segundo analistas, a diversificação de mercados tem sido a principal estratégia chinesa para contornar as barreiras tarifárias. Além disso, a desvalorização controlada do yuan e os incentivos fiscais à exportação de manufaturados de alto valor agregado ajudaram a manter a competitividade dos produtos chineses.
Apesar do resultado positivo do mês, a guerra comercial entre China e Estados Unidos continua gerando incertezas. O governo norte-americano estuda novas sobretaxas e Pequim já sinalizou que responderá com medidas recíprocas. Esse cenário pode afetar as cadeias globais de suprimentos e o fluxo de comércio nos próximos meses.
Para o Brasil, o avanço das exportações chinesas é um sinal positivo, já que a China é o maior comprador de commodities brasileiras, como minério de ferro, soja e petróleo. O aumento da atividade industrial chinesa tende a elevar a demanda por esses produtos, beneficiando a balança comercial brasileira.
Economistas alertam, no entanto, que a persistência das tarifas pode levar a uma desaceleração do comércio mundial, afetando todos os países emergentes. A China, entretanto, mostra-se capaz de se adaptar rapidamente, investindo em novos mercados e em setores estratégicos.
Em resumo, o dado de março reforça a posição da China como maior exportadora do mundo e sua capacidade de crescer mesmo em um ambiente de protecionismo crescente. A resiliência chinesa contrasta com as dificuldades enfrentadas por outras economias e coloca o país em posição de destaque na recuperação econômica global.