A Petrobras anunciou uma nova redução no preço do diesel, que passará a vigorar a partir da próxima segunda-feira (14). O ajuste representa uma diminuição média de R$ 0,12 por litro comercializado nas refinarias. Com isso, a estatal acumula uma queda de 23,6% no valor do diesel desde o início de 2022, quando deu início a um movimento de alinhamento dos preços domésticos ao mercado internacional.
A decisão foi tomada com base na Política de Preços de Paridade Internacional (PPI), que leva em conta as oscilações do barril de petróleo no mercado externo e a taxa de câmbio. Nos últimos meses, o petróleo apresentou desvalorização no cenário global, influenciado pela desaceleração da economia chinesa e pelo aumento da oferta por parte de países da OPEP. Além disso, o real se valorizou frente ao dólar, contribuindo para reduzir a necessidade de repasses para o consumidor.
O diesel responde por cerca de 60% da matriz de transporte de cargas no Brasil, sendo o principal combustível utilizado por caminhões. A redução no preço do diesel tende a aliviar os custos do setor de transporte, que vinha enfrentando margens apertadas devido aos sucessivos aumentos registrados em 2021 e 2022. Associações do setor comemoraram o anúncio, mas pedem que a Petrobras mantenha uma política de preços previsível e competitiva.
Especialistas apontam que a queda acumulada de 23,6% representa uma economia significativa para a cadeia produtiva. Estudos indicam que cada redução de R$ 0,10 no diesel pode impactar em cerca de 0,2% o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principalmente por meio da redução dos custos de frete. Isso significa que a atual política de reduções pode contribuir para manter a inflação sob controle.
No entanto, há riscos no cenário externo que podem interromper a trajetória de queda. A instabilidade geopolítica no Oriente Médio e a decisão da OPEP de cortar a produção podem elevar o preço internacional do petróleo. Caso isso ocorra, a Petrobras pode ser obrigada a reverter parte das reduções para manter a paridade de preços.
A Petrobras não divulga abertamente as metas de preço, mas tem sido cobrada pelo governo federal e pela sociedade para equilibrar a rentabilidade da estatal com o interesse público. Nos últimos dois anos, a empresa passou por mudanças na política de preços, incluindo a redução da frequência de reajustes e a busca por uma maior previsibilidade.
O anúncio desta semana é mais um passo no processo de ajuste dos preços dos combustíveis. A expectativa do mercado é que, se as condições macroeconômicas se mantiverem favoráveis, novas reduções possam ocorrer ao longo de 2025.
Observação: Os preços efetivamente praticados podem variar de acordo com a região e o ponto de venda, incluindo impostos estaduais e margens de distribuição e revenda.
A reportagem continuará acompanhando as atualizações de preços da Petrobras e seus impactos na economia brasileira.