Seca atinge nível crítico na Bahia: Novo presidente da UPB busca socorro em Brasília
A seca que castiga o estado da Bahia atingiu um patamar crítico nos últimos meses. Reservatórios como o de Sobradinho e o de Itaparica registraram níveis alarmantes, comprometendo o fornecimento de água para milhões de pessoas. Comunidades rurais enfrentam falta de água para consumo humano e animal, e a produção agrícola, especialmente de milho e feijão, sofre perdas significativas. Diante desse cenário, o novo presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), recém-empossado, colocou a crise hídrica como prioridade máxima e deslocou-se a Brasília para reuniões de emergência com ministros e parlamentares, buscando recursos federais e a declaração de calamidade pública para as cidades mais afetadas.
Crise hídrica na Bahia
A Bahia enfrenta uma das piores estiagens das últimas décadas. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia indicam que o índice pluviométrico nos primeiros quatro meses de 2025 ficou 40% abaixo da média histórica, agravando a situação de reservatórios já críticos. Municípios do semiárido baiano, como os das regiões de Barreiras, Juazeiro e Bom Jesus da Lapa, estão entre os mais castigados. A falta de chuva compromete não apenas o abastecimento humano, mas também a agricultura familiar e a pecuária, pilares da economia local. Prefeituras relatam prejuízos milionários e a necessidade urgente de assistência federal, incluindo a distribuição de cestas básicas e água potável.
UPB em Brasília
O novo presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), que assumiu o cargo em janeiro de 2025, fez da crise hídrica sua primeira grande bandeira. Em sua agenda em Brasília, ele se reuniu com o Ministro do Desenvolvimento Regional, com o presidente da Codevasf e com a bancada baiana no Congresso para solicitar a declaração de estado de calamidade pública em pelo menos 80 municípios, o que agilizaria o repasse de verbas federais. Também foram discutidas medidas estruturantes, como a perfuração de novos poços artesianos, a implantação de sistemas de dessalinização e a retomada de obras de adutoras paralisadas.
Medidas necessárias
Entre as prioridades imediatas listadas pela UPB estão a liberação de recursos do Programa Água para Todos, a ampliação da frota de carros-pipa e a distribuição de tanques de água para comunidades rurais. A entidade defende ainda a criação de um plano estadual de convivência com a seca, com ações integradas entre os governos municipais, estadual e federal, além de investimentos em tecnologias de irrigação eficiente. A expectativa é que as negociações em Brasília resultem em anúncios concretos nas próximas semanas, trazendo alívio às comunidades que sofrem com a falta de água. O Repórter Brasil continuará acompanhando o desenrolar dessa crise e as medidas adotadas pelo governo.
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