O almirante de esquadra Bento Albuquerque foi ministro de Minas e Energia do Brasil entre janeiro de 2019 e maio de 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro. Sua gestão esteve no centro de debates estratégicos sobre petróleo, gás, mineração, energia elétrica e a política de preços de combustíveis. Nesta página, o Repórter Brasil reúne reportagens, análises e informações sobre a trajetória e as principais decisões do ex-ministro.

Carreira militar e formação

Nascido no Rio de Janeiro, Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Junior ingressou na Marinha do Brasil em 1971. Formado pela Escola Naval, especializou-se em máquinas e chegou ao posto mais alto da ativa, almirante de esquadra, em 2018. Ao longo de mais de 40 anos de serviço, comandou fragatas, ocupou cargos na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha e foi chefe do Estado-Maior do Comando de Operações Navais. Sua indicação para o Ministério de Minas e Energia refletiu o perfil técnico-militar que marcou os primeiros escalões do governo Bolsonaro.

Atuação no Ministério de Minas e Energia

À frente da pasta, Bento Albuquerque conduziu temas sensíveis para a economia e a soberania nacional. No setor de petróleo e gás, coordenou o leilão do excedente da cessão onerosa e a sétima rodada de partilha do pré-sal, medidas que ampliaram a exploração em campos estratégicos. Defendeu a abertura do mercado de gás natural e a redução da dependência externa de derivados. Na área de energia elétrica, seu ministério concluiu o processo de privatização da Eletrobras, considerado a maior desestatização do país desde a década de 1990, e promoveu discussões sobre a modernização do setor.

No campo da mineração, a gestão enfrentou desafios após a tragédia de Brumadinho e atuou na regulamentação de barragens, na fiscalização de garimpos e na agenda de mineração sustentável. Bento Albuquerque também esteve à frente de negociações sobre a exploração de petróleo na margem equatorial, projeto que gerou controvérsia com órgãos ambientais como o Ibama. O ministério ainda lidou com a crise de abastecimento de combustíveis e os impactos da política de preços da Petrobras no transporte e na inflação.

Controvérsias e saída do governo

A relação de Bento Albuquerque com o núcleo político do governo foi marcada por tensões crescentes, especialmente em torno da política de preços da Petrobras e das pressões por intervenção na estatal. Em maio de 2021, foi exonerado no bojo de uma reforma ministerial que buscou acomodar demandas do centrão. Sua saída foi atribuída à insatisfação do presidente com a gestão da crise de combustíveis e à dificuldade de articular as pautas do ministério no Congresso. Mesmo após deixar o cargo, continuou a ser referência técnica nos debates sobre energia e defesa.

Cobertura do Repórter Brasil

O Repórter Brasil acompanhou de perto cada etapa da passagem de Bento Albuquerque pelo governo, com reportagens que abordaram desde as decisões de política energética até os bastidores das negociações políticas. Para continuar informado sobre os temas relacionados, confira as categorias e tags abaixo: