O termo "big tech" designa as maiores empresas de tecnologia do mundo – Google, Amazon, Apple, Meta (Facebook) e Microsoft – cujo alcance global e poder de mercado têm gerado desafios inéditos para governos, reguladores e a sociedade. No Brasil, a presença dessas companhias impacta desde a economia digital até a privacidade dos cidadãos, passando pela disputa de mercado, tributação e liberdade de expressão. Esta página reúne as reportagens e análises do Repórter Brasil sobre o universo das big techs e seus desdobramentos no país.
Regulação das big techs no Brasil
O Congresso Nacional debate atualmente projetos de lei que visam aumentar o controle sobre as plataformas digitais. O PL 2630/2020 (conhecido como "PL das Fake News") e o PL 2768/2022 estão no centro da discussão sobre responsabilização das redes sociais, transparência algorítmica e combate à desinformação. Ao mesmo tempo, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem sido chamado a se manifestar sobre a constitucionalidade de artigos do Marco Civil da Internet e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), em ações que podem redefinir os limites da atuação das big techs no Brasil.
Impacto econômico e concorrência
As big techs dominam setores estratégicos como publicidade digital, comércio eletrônico, computação em nuvem e inteligência artificial. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) acompanha com atenção as práticas dessas empresas, investigando condutas como venda casada, uso de dados para vantagem competitiva e aquisições que eliminam concorrentes. A tributação dos serviços digitais também está na pauta: o Brasil discute a adoção de um imposto sobre receitas de publicidade online e a contribuição das gigantes para o fisco nacional.
Privacidade e proteção de dados
Com a entrada em vigor da LGPD, as empresas de tecnologia tiveram que se adaptar a novas regras para coleta e tratamento de dados pessoais. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) já abriu processos contra big techs por descumprimento da lei. Temas como vigilância digital, perfilamento de usuários e vazamento de dados ganharam destaque no noticiário, exigindo maior transparência e controle por parte dos consumidores e do Estado.
Big techs e o cenário político
O poder das plataformas de influenciar a opinião pública tornou as big techs protagonistas do debate político brasileiro. Desde as eleições de 2018, o uso de algoritmos para segmentação de conteúdo, a disseminação de notícias falsas e o papel das redes sociais nos atos de 8 de janeiro de 2023 colocaram as empresas no centro das investigações da CPI da Fake News e do inquérito das milícias digitais no STF. A regulação das plataformas tornou-se uma pauta urgente para preservar a integridade do processo democrático.