A Hungria (Magyarország) é um país localizado na Europa Central, fazendo fronteira com a Áustria, Eslováquia, Ucrânia, Romênia, Sérvia, Croácia e Eslovênia. Sua capital, Budapeste, cortada pelo Rio Danúbio, é uma das cidades mais bonitas do continente, famosa por suas termas e arquitetura histórica. O país possui cerca de 9,6 milhões de habitantes e o idioma oficial é o húngaro, uma língua fino-úgrica sem parentesco com as línguas indo-europeias vizinhas. A Hungria integra a União Europeia desde 2004 e faz parte do Espaço Schengen desde 2007, embora mantenha o forint (HUF) como moeda nacional, não tendo adotado o euro.

Desde 2010, o país é governado pelo primeiro-ministro Viktor Orbán e seu partido Fidesz, que promoveu uma série de reformas constitucionais e legislativas que centralizaram o poder e geraram controvérsias com as instituições europeias. A nova Constituição de 2011, as leis que restringem a liberdade de imprensa e o controle do Judiciário levaram a União Europeia a acionar o mecanismo do Artigo 7, podendo suspender direitos de voto da Hungria. Na política externa, Orbán mantém uma postura nacionalista e conservadora, com forte retórica anti-imigração — durante a crise migratória de 2015, ergueu cercas nas fronteiras com a Sérvia e a Croácia. Em relação à guerra na Ucrânia, a Hungria adotou uma posição cautelosa, recusando-se a enviar armas a Kiev e vetando sanções da UE contra setores energéticos russos, o que gerou atritos com outros Estados-membros.

A economia húngara é uma das mais industrializadas da Europa Central, com destaque para a indústria automotiva: a Audi produz motores em Győr, a Mercedes-Benz opera uma grande fábrica em Kecskemét e a Suzuki tem unidade em Esztergom. O setor eletrônico (Samsung, Flextronics), farmacêutico (Richter Gedeon, Egis) e de tecnologia da informação também são pilares importantes. O turismo responde por parcela significativa do PIB, com Budapeste atraindo milhões de visitantes anualmente graças às suas termas, ruínas históricas e vida cultural. Apesar do crescimento robusto nas últimas décadas, a Hungria enfrenta desafios como inflação elevada, escassez de mão de obra e dependência de insumos energéticos russos. O comércio com o Brasil movimentou cerca de US$ 500 milhões em 2023, com exportações húngaras de máquinas, veículos e produtos farmacêuticos, e importações brasileiras de carne bovina, café, suco de laranja e minério de ferro.

No plano cultural, a Hungria revelou ao mundo compositores como Franz Liszt e Béla Bartók, além de uma rica tradição de música cigana e folclórica. A gastronomia é conhecida pelo goulash, pelo uso generoso de páprica e pelos vinhos da região de Tokaj (Tokaji), considerados alguns dos melhores do mundo. O Festival Sziget, realizado anualmente em Budapeste, é um dos maiores festivais de música da Europa. A comunidade húngara no Brasil, estimada em cerca de 40 mil pessoas, mantém associações culturais ativas, especialmente em São Paulo e no Rio de Janeiro, e promove eventos como o Festival do Gulash e mostras de cinema húngaro. As relações diplomáticas entre Brasil e Hungria completaram mais de 95 anos em 2023, e há cooperação nas áreas de ciência, tecnologia, agricultura e educação, com bolsas de estudo para brasileiros na Hungria pelo programa Stipendium Hungaricum.

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Política e Relações Exteriores

Acompanhe as tensões entre Hungria e União Europeia, a posição do país na guerra da Ucrânia e as reformas internas promovidas pelo governo Orbán.

Economia e Comércio

Notícias sobre a indústria automotiva húngara, investimentos estrangeiros, inflação e as trocas comerciais com o Brasil.

Turismo e Cultura

Budapeste, termas, vinícolas de Tokaj, Festival Sziget e a herança cultural húngara no Brasil.

Ciência e Tecnologia

Acordos de cooperação acadêmica, programa Stipendium Hungaricum e parcerias em inovação entre Hungria e Brasil.