Mais Médicos

O programa Mais Médicos, criado em 2013 pelo governo federal, é uma das principais iniciativas de fortalecimento da atenção básica no Brasil. Seu objetivo é suprir a carência de médicos em regiões periféricas dos grandes centros e em municípios do interior do país, especialmente nas áreas de maior vulnerabilidade social.

Ao longo dos anos, o programa passou por expansões, críticas e reformulações, envolvendo desde a contratação de profissionais cubanos por meio de acordos internacionais até a abertura de novos editais exclusivos para médicos brasileiros. Esta página reúne informações essenciais sobre o Mais Médicos e links para as reportagens do Repórter Brasil sobre o tema.

História do programa

O Mais Médicos foi lançado em julho de 2013, em resposta às manifestações populares que reivindicavam melhorias na saúde pública. Naquele ano, o Brasil enfrentava uma escassez de profissionais em regiões remotas e na periferia das capitais. Para preencher rapidamente as vagas, o governo firmou uma parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e trouxe médicos cubanos para atuar no programa.

Em 2018, com a mudança de governo, o acordo com Cuba foi encerrado e muitos médicos cubanos retornaram ao seu país. Novos editais passaram a priorizar profissionais brasileiros formados no Brasil ou no exterior. Em 2023, o governo Lula relançou o programa com novas regras, ampliando o número de vagas e oferecendo bolsas de formação para especialização em medicina da família.

Como funciona

O Mais Médicos atua principalmente na atenção básica, em unidades de saúde da família. Os profissionais selecionados são alocados em municípios com maior vulnerabilidade e recebem uma bolsa de incentivo para atuar durante três anos. A iniciativa também prevê a oferta de especialização em medicina da família e comunidade, além de infraestrutura de acolhimento.

Os médicos do programa contam com supervisão acadêmica e tutoria clínica, sendo integrados às redes de saúde locais. O objetivo é garantir o acesso da população a consultas, exames e ações de prevenção.

Resultados e impactos

Estudos indicam que o Mais Médicos contribuiu para ampliar o atendimento em regiões historicamente desassistidas. Dados do Ministério da Saúde apontam que o programa já beneficiou mais de 60 milhões de brasileiros em mais de 4 mil municípios. Houve redução da mortalidade infantil e melhora em indicadores de saúde em áreas atendidas, segundo pesquisas acadêmicas.

Por outro lado, críticos apontam desafios como a alta rotatividade de profissionais e a dependência de médicos estrangeiros em algumas fases. A qualidade do atendimento também foi questionada em alguns momentos, embora estudos mostrem resultados positivos na maioria dos municípios.

Situação atual

Em 2025, o Mais Médicos continua ativo, com editais periódicos e um total de aproximadamente 28 mil médicos atuando em todo o país. O governo atual mantém a prioridade para brasileiros, mas ainda há dificuldades para preencher vagas em áreas muito remotas. O programa permanece como uma das principais políticas de provimento de médicos para a atenção básica.

Para se manter informado sobre as novidades do Mais Médicos e da saúde no Brasil, acompanhe as reportagens do Repórter Brasil nas categorias Saúde e Política.

Perguntas frequentes

O que é o programa Mais Médicos?

É um programa do governo federal que leva médicos para regiões com escassez de profissionais, fortalecendo a atenção básica no SUS.

Quem pode participar?

Médicos formados no Brasil ou com diploma revalidado podem se inscrever nos editais. Há também vagas para médicos estrangeiros em situações específicas.

O programa ainda existe?

Sim, o Mais Médicos foi relançado em 2023 e continua ativo, com novas turmas sendo convocadas periodicamente.

Como se inscrever?

As inscrições são realizadas por meio do site do Ministério da Saúde, com editais abertos ao longo do ano.