Júnior Marabá, ouça ao menos este conselho de Oziel

“Lá em Brasília, a coisa não é fácil pra deputado de primeiro mandato.”

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O ex-prefeito de Luís Eduardo Magalhães e ex-deputado federal Oziel Oliveira, que conhece bem os dois lados do balcão, disse esta frase a este repórter por volta de 2011, logo após assumir sua cadeira na Câmara dos Deputados. A declaração, quase um lamento, soava como a constatação de quem trocou o poder da caneta pelo jogo das emendas, articulações e negociações.

A lembrança vem a calhar agora que Júnior Marabá, jovem prefeito bem avaliado na região, é ventilado como possível candidato a deputado federal em 2026. Se decidir encarar a empreitada, terá de renunciar no meio do segundo mandato e deixar para trás a autonomia de quem, com uma assinatura, coloca projetos em prática sem precisar disputar espaço com outros 512 deputados – muitos deles verdadeiros “Cardeais” do Congresso, que há anos conhecem os atalhos e detêm as chaves do cofre.

Oziel falava por experiência própria. Como prefeito, bastava um despacho para as coisas acontecerem; já na Câmara, descobriu que um deputado iniciante precisa de paciência, jogo de cintura e disposição para mendigar recursos em meio a um plenário onde poucos têm voz e muitos se contentam em levantar a mão quando os caciques mandam.

“Temos que lutar por emenda e benefícios”, confessou na época, deixando claro que o peso do cargo nem sempre vem acompanhado de influência imediata.

A possível candidatura de Marabá pode ser tentadora, mas Brasília não é para amadores. Ali, um deputado municipalista, por mais bem-intencionado que seja, corre o risco de passar os primeiros anos batendo na porta de ministérios e líderes partidários, esperando que lhe sobre algo na partilha do orçamento.

Se for mesmo seguir esse caminho, talvez seja prudente ao menos ouvir o conselho de Oziel. Afinal, uma coisa é mandar; outra bem diferente é implorar.

E como diz o velho ditado: quem troca a chave da prefeitura por um crachá pode acabar decorando os corredores sem nunca entrar no gabinete certo.

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Rejeição a Oziel Oliveira expõe disputas no PSD: Jusmari retorna à Sedur e Marcone Amaral assume na AL-BA

Indicação frustrada de Oziel Oliveira à Sedur e retorno de Jusmari ao comando da pasta revelam os bastidores de negociações e conflitos políticos na Bahia

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A recente exoneração e posterior recondução de Jusmari Oliveira (PSD) ao comando da Secretaria de Desenvolvimento Urbano da Bahia (Sedur) lança luz sobre as complexas articulações políticas que permeiam o governo do estado da Bahia. Em apenas cinco dias, a deputada deixou o cargo para assumir a vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), mas logo retornou à pasta após manobras que evidenciam disputas internas e ajustes de poder.

A decisão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), formalizada nesta terça-feira (21), segue a orientação das lideranças do PSD, partido com maior bancada no parlamento estadual. Contudo, a trajetória até essa definição foi marcada por tentativas de Jusmari emplacar seu marido, o ex-deputado federal Oziel Oliveira, na chefia da Sedur. A articulação não obteve apoio nem dentro do PSD nem junto ao Palácio de Ondina, que rejeitou a nomeação.

Segundo circula nos bastidores, o retorno repentino de Jusmari para a Sedur teria como objetivo manter o comando da pasta no PSD, em meio a um crescente desejo do PT de indicar o ex-deputado Carlos Tito (PT) para liderar a secretaria. Tito, uma liderança emergente e influente na região Oeste, é visto como um nome estratégico, e sua indicação poderia trazer vantagens políticas significativas ao partido do governador, mas ao mesmo tempo representaria um potencial prejuízo para Jusmari e o PSD, especialmente na manutenção de seus redutos eleitorais. Essa especulação aponta para um cenário de intensas negociações e disputas de forças dentro da base aliada.

Essa movimentação destaca o peso do PSD na arquitetura política baiana, bem como os desafios na conciliação de interesses. A condução de Jusmari à Sedur foi endossada pelos senadores Otto Alencar e Angelo Coronel, principais expoentes da legenda no estado. Já a ascensão de Marcone Amaral — ex-prefeito de Itajuípe e segundo suplente — à AL-BA demonstra a capacidade do partido em reposicionar aliados no xadrez político.

Oziel Oliveira conversa com Zito Barbosa durante as eleições para o comando da Câmara municipal de Barreiras (Imagem da Internet)

No entanto, a rejeição de Oziel Oliveira levanta questionamentos sobre as relações entre o PSD e o governo estadual. Até dois meses atrás, Oziel estava filiado ao PDT, o que pode ter gerado desconfianças quanto à sua lealdade política. Em Barreiras, Oziel vem frequentemente sendo destaque ao lado do grupo político ligado ao ex-prefeito da cidade, Zito Barbosa, do União Brasil, tendo recentemente articulado o apoio de uma chapa governista na cidade para a disputa da presidência da Câmara Municipal de Barreiras. A tentativa de Jusmari em manter seu mandato na Assembleia também foi interpretada como estratégia para ampliar a influência familiar, algo que não foi bem recebido por interlocutores.

A rapidez na substituição também reforça o papel central do PSD nas decisões políticas do estado, reafirmando sua força tanto em âmbito local quanto nacional. Ao retornar à Sedur, Jusmari Oliveira retoma a gestão de uma das pastas mais importantes do governo, enquanto o partido assegura representação tanto no Executivo quanto no Legislativo.

Essa dinâmica expõe as fragilidades e a necessidade de equilíbrio entre diferentes grupos de poder, indicando que o governador Jerônimo Rodrigues está empenhado em manter a coesão da base aliada. A nomeação de Jusmari e a ascensão de Marcone Amaral podem ser vistas como movimentos que buscam estabilizar o tabuleiro político, mas também como sinal de que novas articulações estarão em jogo nos próximos meses.

A especulação sobre a tentativa de emplacar Carlos Tito na Sedur revela ainda mais as nuances da disputa política. Caso essa indicação tivesse se concretizado, Tito poderia solidificar sua influência na região Oeste, potencialmente enfraquecendo Jusmari e o PSD. Esse contexto evidencia que a política baiana está em constante transformação, e decisões como essa refletem a busca por estratégias que garantam maior estabilidade e domínio político no estado.

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Barreiras se prepara para a eleição dos “titãs” com cinco candidatos de peso no páreo para 2026

Com nomes experientes e influentes, o cenário eleitoral entre Barreiras e Luís Eduardo Magalhães promete uma disputa acirrada, pautada por antigos interesses, desafios regionais e rivalidades históricas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O oeste da Bahia se prepara para uma disputa eleitoral histórica em 2026, que já se desenha como uma verdadeira batalha de titãs. Com uma população de 998.259 habitantes – 7,1% da população do estado da Bahia – e 35 municípios, a região, situada na margem esquerda do rio São Francisco, reúne Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e São Desidério como seus centros mais influentes e conta com uma área de cerca de 117 mil km². No entanto, uma questão se apresenta como incógnita: será que o eleitorado da região pode realmente apoiar cinco candidatos de peso?

Oziel Oliveira, com sua experiência consolidada, entra no cenário político com um repertório extenso. Ex-prefeito de Luís Eduardo Magalhães por três mandatos e ex-deputado federal, ele já atuou em posições estratégicas, como diretor da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) e coordenador-geral no Ministério da Agricultura. Oziel traz para sua candidatura uma aliança de longa data com o agronegócio, assim como um histórico de serviços prestados à região, sendo, portanto, um candidato que pode canalizar o voto daqueles que valorizam uma representação experiente e voltada ao desenvolvimento agrícola e ambiental.

Carlos Tito representa o peso político de Barreiras. Ex-deputado federal e vereador por quatro mandatos, Tito tornou-se popular pela força com que defende a região na esfera federal, recebendo a maior votação da história local. Atuou em comissões como a de Agricultura e Meio Ambiente, além de ter liderado projetos que visam a melhoria da infraestrutura e transporte, consolidando sua imagem como um defensor da cidade de Barreiras. Tito foi vereador de Barreiras por quatro mandato sendo por duas vezes presidente da Câmara Municipal.

A presença de Zito Barbosa e Júnior Marabá na disputa reforça o caráter regional do embate, uma vez que ambos estão atualmente à frente das prefeituras de Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, respectivamente. O engenheiro Zito Barbosa, prefeito em final de mandato em Barreiras, traz um histórico de gestão voltado ao urbanismo, enquanto Marabá, prefeito reeleito de Luís Eduardo Magalhães, simboliza uma liderança jovem, voltada ao progresso acelerado que sua cidade vem experimentando, mas ambos carregam o peso de suas administrações e o desafio de manter o apoio de suas cidades de origem.

Davi Schmidt, por sua vez, representa a força do setor privado e do agronegócio, setores vitais para a economia regional. Jovem empresário de sucesso e ex-presidente de entidades rurais, ele disputou a prefeitura de Barreiras em 2024 e retornará agora à disputa com o apoio daqueles que buscam uma gestão voltada à eficiência econômica e à representação direta do setor produtivo.

Diante de um quadro tão amplo e diversificado, cabe ao eleitorado da região, formado por uma população espalhada em uma vasta área, decidir se é viável ou mesmo desejável sustentar a presença desses cinco nomes de peso na disputa eleitoral. Poderá a densidade populacional e o perfil demográfico do oeste baiano sustentar tal diversidade de candidatos e interesses?

Este dilema promete apimentar a campanha eleitoral de 2026, enquanto os cinco candidatos buscam angariar votos em uma região de forte conexão com o agronegócio e profundas raízes comunitárias. Alianças, antigas rivalidades e o equilíbrio entre Barreiras e Luís Eduardo Magalhães surgem como temas centrais, com cada candidato precisando demonstrar não apenas sua capacidade de liderança, mas também sua habilidade em articular interesses locais e regionais para vencer a “disputa dos titãs” que se desenha no oeste da Bahia.

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Oziel Oliveira desiste de candidatura à prefeitura de Luís Eduardo Magalhães e apoia Teófilo Jerônimo

Em uma decisão surpreendente, Oziel Oliveira retira sua candidatura e declara apoio ao advogado Teófilo Jerônimo, que enfrentará o atual prefeito Júnior Marabá nas eleições de 2024.

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Oziel Oliveira (PSD), ex-prefeito de Luís Eduardo Magalhães, surpreendeu a todos ao retirar sua candidatura à prefeitura nas eleições de 2024. Durante a convenção do PSD, realizada na manhã deste domingo, 4, Oziel declarou que não participará do pleito, decidindo apoiar Teófilo Jerônimo, advogado e ex-presidente da Câmara Municipal. A escolha de Oziel foi endossada pelos membros do partido, mas deixou muitos aliados perplexos.

A convenção, que aconteceu na Escola Estadual Constantino Catarino de Souza, no bairro Florais Léa, foi marcada por reações de surpresa e insatisfação entre os apoiadores. “Foi uma grande decepção para o grupo a desistência de Oziel. Ele ficou fraco com essa decisão”, expressou um participante visivelmente desapontado ao deixar o evento.

Ao explicar sua decisão, Oziel mencionou dificuldades pessoais e familiares que o levaram a sair da corrida eleitoral.

“Eu vim aqui para dizer para vocês, de todas as dificuldades pessoais e de família que eu estou vivendo. Eu tomei essa decisão de chegar aqui hoje para vocês [e dizer que] eu não vou participar de eleição municipal como candidato”, declarou.

Com a retirada de Oziel, Teófilo Jerônimo assume a posição de candidato do PSD, preparando-se para enfrentar o atual prefeito Júnior Marabá (PP), que tentará a reeleição em 2024. Essa mudança inesperada redesenha a disputa eleitoral em Luís Eduardo Magalhães, abrindo novas possibilidades para o partido e seus apoiadores.

O PSD agora concentra seus esforços em fortalecer a candidatura de Teófilo Jerônimo, ajustando suas estratégias de campanha para enfrentar um adversário bem posicionado. Enquanto isso, a comunidade política local observa atentamente as consequências desse realinhamento, que promete influenciar significativamente o desenrolar das eleições municipais.

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Com quem será… Com quem será…. Com quem será que Jusmari vai se alinhar?

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Com 9.561 votos, correspondentes a 12,38% dos votos válidos em Barreiras nas eleições estaduais de 2022, a ausência da atual Secretária de Desenvolvimento Urbano do Governo do Estado da Bahia, Jusmari Oliveira (PSD), tem sido notória nestas paragens. Exceto na comemoração de seu aniversário no início de março, a pisciana é vista apenas em suas redes sociais ou nos registros oficiais do estado.

Sua ausência neste momento tenso de pré-candidaturas tem deixado os políticos e seus cabos eleitorais perturbados, ansiosos por conquistar sua simpatia, olhares e apoio. Como uma namoradinha local, todos querem uma Jusmari para ser chamada de sua. Não há sequer um prefeiturável que não deseje tê-la lado-a-lado em um palanque, com seu sorriso encantador e discurso eloquente.

Aliada política de primeira ordem dos governos petistas desde o primeiro mandato de Jaques Wagner, segundo as informações de bastidores, exigente, ela já mandou recado que só se alinhará a alguém que compartilhe de sua visão política e esteja comprometido em trilhar os mesmos caminhos de seus líderes políticos. Estão fora todos aqueles que trilham por caminhos opostos.

Oziel e Eures, por sua vez, já contam com sua graça e compromisso em seguir pelos mesmos caminhos. O primeiro, por ser seu esposo e pai de seus filhos; já o segundo, por ser deputado estadual e pré-candidato a prefeito em Bom Jesus da Lapa. Uma eventual vitória de Eures representaria sua ascensão e glória, conquistando uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado.

Já o primeiro… este sim, ela vive declarando o seu amor e apoio incondicionalnas redes. Uma vitória em Luís Eduardo Magalhães representaria uma renovação de suas bodas políticas e fortalecimento eleitoral na região oeste.

Enquanto isso, políticos de Barreiras ficam de mãos abanando e apreensivos. Ela, vista como uma Regina Duarte local, é paquerada e procurada por seu dotes eleitorais obtidos na capital do oeste.

Com quem será… Com quem será…. Com quem será que Jusmari vai se alinhar?

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Em Brasília, prefeito Neo Araújo participa de debates sobre estratégicas para o desenvolvimento agroindustrial do Matopiba

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito Neo Araújo, de Formosa do Rio Preto, esteve presente na primeira reunião do Comitê Gestor do Plano de Desenvolvimento Agropecuário e Agroindustrial do Matopiba, realizada nesta terça-feira, dia 26, em Brasília. Organizado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o encontro contou com a participação de representantes dos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Bahia, sendo este último notável pela abrangência do Oeste baiano.

O Matopiba, região de considerável potencial agrícola, tem experimentado um notável aumento na produção de grãos, desempenhando um papel vital na economia nacional. Nesse contexto, o estabelecimento do Comitê Gestor visa formular um plano estratégico para o desenvolvimento agropecuário e agroindustrial, buscando promover políticas públicas que impulsionem o crescimento regional de maneira responsável e sustentável, visando melhorar as condições de vida da população local.

Além de representar o Executivo de Formosa do Rio Preto, Neo Araújo assume o papel de representante titular do município baiano neste comitê de importância crucial. Expressando sua gratidão pela confiança depositada pelo Ministro Carlos Fávaro, o prefeito reiterou seu compromisso em contribuir para o sucesso deste projeto.

“Agradeço aos representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária, aos colegas do poder executivo e da sociedade civil envolvidos e atuantes nessa nobre causa”, ressaltou Neo Araújo.

O gestor de Formosa também fez questão de expressar sua gratidão ao presidente do comitê, Oziel Oliveira, Coordenador Geral de Apoio às Superintendências do Ministério da Agricultura, pelo convite estendido.

A participação ativa do prefeito Neo Araújo neste comitê vital reflete o compromisso de sua gestão com o desenvolvimento sustentável e a promoção do bem-estar não só de Formosa do Rio Preto, mas de toda a região do Matopiba.

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Zito e Otoniel, em Brasília selam acordo com o PL de Bolsonaro com vista as eleições de 2024

Em barreiras, o indicativo é de nacionalização e polarização para as eleições municipais

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O prefeito de Barreiras é o pré-candidato a prefeito nas eleições deste ano, Zito Barbosa (União-BA) e Otoniel Teixeira (União-BA) seguiram para Brasília, onde foram recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e pelo presidente do PL, Valdemar da Costa Neto para tratar da sucessão ao cargo de prefeito.

A informação vem de postagem feita pelo prefeito em suas redes sociais:

O PL está chegando para somar com nosso projeto em 2024! Ao lado do nosso pré-candidato a prefeito de Barreiras Otoniel, fomos recebidos em Brasília por grandes nomes da política nacional e do partido, como o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro”.

O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, recebeu Zito e sua comitiva em ambiente apartado de Bolsonaro, em cumprimento de decisão do STF que proíbe ambos de se comunicarem pois são investigados em diversos escândalos e crimes contra a nação.

Participaram ainda do encontro, o presidente do PL na Bahia, João Roma, o presidente do PL em Barreiras, Comandante Rangel, e o empresário e ex-candidato a deputado federal, José Alípio.

Zito assume o seu lado de cabo eleitoral e principal articulador político de seu escolhido para concorrer ao cargo máximo em Barreiras, Otoniel Teixeira (União- BA).

Por outro lado, fazendo uma análise sobre essa movimentação, Zito impõe a nacionalização e polarização política na cidade de Barreiras, buscando além do PL, outras legendas que são oposição aos governos Federal e estadual.

Analisando o ambiente político-eleitoral e movimentações nos bastidores da cidade, o prefeito Zito que busca uma extensão de seu mandato com Otoniel, não faz, – ao menos neste aspecto – nada diferente de seus opositores.

Recentemente, como noticiou o Caso de Política, tanto os ex-governadores da Bahia, Jaques Wagner e Rui Costa, como o atual governador do estado, Jerônimo Rodrigues (todos do PT) defenderam a união das legendas que integram a base de sustentação na Bahia, priorizando a cidade de Barreiras.

Entre os prefeituráveis de oposição, estão os nomes de Tito (PT), Emerson Cardoso (Avante), Jusmari Oliveira (PSD), Karlucia Macedo (MDB), além de Carmélia da Mata (PSB).

Com essa nacionalização já sendo desenhada, os números e possibilidades de transferência de votos, carecer de uma análise mais aprofundada.

Nas eleições nacionais de 2022, no 1º turno, o presidente Lula (PT) foi o mais votado de Barreiras, recebendo 47.952 votos (58,05%). Jair Bolsonaro (PL) que buscava uma reeleição, 30.197 votos (36,56%).

Presidente 2022 – Barreiras – (1º Turno)

  • Lula (PT): 47.952 votos (58,05%)
  • Jair Bolsonaro (PL): 30.197 votos (36,56%)
  • Simone Tebet (MDB): 1.950 votos (2,36%)
  • Ciro Gomes (PDT): 1.854 votos (2,24%)
  • Soraya Thronicke (UNIÃO): 373 votos (0,45%)
  • Felipe D Avila (Novo): 194 votos (0,23%)
  • Padre Kelmon (PTB): 42 votos (0,05%)
  • Léo Péricles (UP): 12 votos (0,01%)
  • Sofia Manzano (PCB): 10 votos (0,01%)
  • Constituinte Eymael (DC): 9 votos (0,01%)
  • Vera (PSTU): 5 votos (0,01%)
  • Brancos – 1,14%
  • Nulos – 2,25%
  • Abstenções – 17,87%

Governador 2022 – Barreiras (1º Turno)

O hoje governador, Jerônimo Rodrigues (PT) recebeu 32.695 votos (41,75%), ACM (União) 30.101 votos (38,44%) e João Roma (PL): 15.037 votos (19,20%)

  • Jerônimo (PT): 32.695 votos (41,75%)
  • Acm Neto (UNIÃO): 30.101 votos (38,44%)
  • João Roma (PL): 15.037 votos (19,20%)
  • Kleber Rosa (PSOL): 417 votos (0,53%)
  • Giovani Damico (PCB): 43 votos (0,05%)
  • Marcelo Millet (PCO): 11 votos (0,01%) *candidatura anulada – candidato recorre
  • Brancos – 3,47%
  • Nulos – 4,50%

Senado 2022 – Barreiras

O candidato do PSD, Oto Alencar foi o mais votado na cidade, tendo recebido 33.945 votos (47,37%) e conduzido pa um novo mandato de 8 anos.

Os 10 deputados federais mais votados em Barreiras em 2022

Em uma disputa acirrada por uma cadeira na Câmara Federal, a candidata e esposa do prefeito, Marisete (União-BA) foi a mais votada em Barreiras nas eleições nacionais de 2022 tendo recebido 21.573 votos (27,65%). Logo atrás vem o atual pré-candidato a prefeito Tito (hoje no PT) que recebeu 21.183 votos (27,15%).

Oziel Oliveira (PSD) recebeu 4.590 votos (5,88%), Comandante Rangel (PL): 2.731 votos (3,50%) e Zeca Alípio (PTB): 1.649 votos (2,11%).

Presidente – 2022 – Barreiras (2º Turno)

Com o resultado nacional divulgado pelo TSE, passaram para o 2º Turno: Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL).

Nesse 2º Turno das eleições de 2022, Lula (PT) foi o candidato mais votado para a Presidência da República em Barreiras. Ele recebeu 50.058 votos (59,47%) do total da cidade. Já Jair Bolsonaro (PL) foi a escolha de 40,53% dos eleitores e recebeu 34.122 votos

Ao todo, em Barreiras, 3,71% dos eleitores votaram branco ou nulo para presidente

Governador 2022 (2º Turno)

Para o cargo de governador da Bahia, ACM Neto (UNIÃO) recebeu mais votos na cidade. Foram 44.943 votos (54,01%). Seu adversário, Jerônimo (PT), teve a preferência de 38.277 votos dos eleitores (45,99%).

  • Brancos e nulos: 4,37%
  • Abstenção: 16,01%

A missão de articulação tanto de Zito Barbosa, como das oposições não é das mais fáceis.

Bolsonaro, principal cabo eleitoral do PL, enfrenta uma onda de graves acusações na justiça federal, podendo ser inclusive preso.

Po outro lado, o presidente Lula (PT), Jaques Wagner (PT), Rui Costa (PT) e a (Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PV e PCdoB), Gilberto Kassab (PSD), Oto Alencar (PSD), Carlos Siqueira (PSB), Luís Tibé (Avante), Edvaldo Nogueira (PCdoB) e Paula Coradi (Psol) tem se mostrados unidos em diversos rincões do Brasil buscando sempre o consenso e objetivos comuns.

Um gesto político relevante que deve ser destacado, é que na capital Salvador, o PT abriu mão de lançar candidatura própria para apoiar o nome  de Geraldo Júnior (MDB) para a disputa de prefeito.

Essas eleições municipais que se avizinham, com a cristalina polarização política em âmbito nacional entre PL e partidos aliados mostrara ao final qual o tipo de projeto de nação os brasileiros desejam. Por fim, o eleitorado nestas eleições, deverá optar por políticas sociais e desenvolvimentistas contra o neoliberalismo econômico.