Fiagro Kawá busca investir R$ 1 bi em pequenos produtores de cacau na Bahia e no Pará

Fundo quer impulsionar agricultura familiar com modelo inovador de financiamento; primeira fase prevê apoio a 1.200 produtores

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Instituto Arapyaú e parceiros lançaram o Fiagro Kawá, um fundo de investimento voltado para fortalecer a agricultura familiar na cadeia produtiva do cacau. A meta é alcançar R$ 1 bilhão até 2030, garantindo crédito para pequenos produtores na Bahia e no Pará. As informações são do Canal Rural.

O fundo opera no modelo blended finance, combinando recursos filantrópicos, capital público e aportes de investidores do mercado financeiro. Além do Arapyaú, a iniciativa conta com a plataforma de investimentos Violet, a ONG Tabôa Fortalecimento Comunitário e a MOV Investimentos. A gestão ficará a cargo da Vert, enquanto a Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) atuará na conexão com compradores da produção beneficiada.

Na fase inicial, o Kawá dispõe de R$ 30 milhões e pretende atender 1.200 agricultores. Segundo comunicado do instituto, esse montante representa quase três vezes o volume de financiamento concedido à cultura do cacau pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em 2023.

Fiagro terá assistência técnica estruturada

Além do crédito, o fundo contará com a Enabling Conditions Facility (ECF), estrutura voltada para o financiamento de assistência técnica. A gestão dessa área ficará sob responsabilidade da Violet, enquanto o suporte direto aos agricultores será fornecido por diferentes entidades. A Fundação Solidaridad, o Consórcio Intermunicipal do Mosaico das APAs do Baixo Sul da Bahia (Ciapra) e a Polímatas Soluções Agrícolas e Ambientais terão papel central na capacitação, com apoio financeiro da Suzano. Na Bahia, a Tabôa também atuará na assistência técnica e na originação do crédito.

Segundo Vinicius Ahmar, gerente de bioeconomia do Instituto Arapyaú, a proposta é atrair grandes investidores para impulsionar modelos produtivos sustentáveis, garantindo renda para aqueles que preservam a floresta.

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Três governadores ampliam salários em mais de 100% desde 2022

Os governadores, Carlos Brandão (PSB), Romeu Zema (Novo) e Raquel Lyra (PSDB) tiveram aumento acima de 100%

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Nos últimos anos, a política salarial de alguns governadores brasileiros tem sido alvo de controvérsias. Segundo dados das Assembleias Legislativas estaduais e portais de transparência, três gestores estaduais dobraram ou mais que dobraram seus próprios salários desde 2022.

O governador Romeu Zema, representante do Novo em Minas Gerais, viu seu salário aumentar em 278% em maio passado. A questão gerou até litígio judicial, mas em dezembro, o STF negou um pedido para reverter o aumento, levando o salário mensal do governador bolsonarista de R$ 10,5 mil para R$ 41,8 mil.

Já no Maranhão, Carlos Brandão (PSB) aprovou um aumento de 107% neste mês. A partir de junho, seu rendimento mensal passará de R$ 15.915 para R$ 33.006,39. A justificativa do governo maranhense foi que Brandão recebia o menor salário entre os governadores do Brasil e não tinha reajuste desde 2014.

Por sua vez, em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSDB) sancionou um aumento de 129%. Embora a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) tenha aprovado um aumento de R$ 9,6 mil para R$ 22 mil, Lyra opta por receber R$ 42.145 mensais como procuradora do estado, cargo que ocupava antes de ingressar na política.

Vale ressaltar que Raquel Lyra possui o maior salário entre os governadores brasileiros e se destaca na comparação com a renda média do estado. Seu salário é quase 38 vezes maior do que a renda per capita média dos pernambucanos em 2023, que é de R$ 1.113, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Confira o ranking dos salários dos governadores no país:

  • Pernambuco – Raquel Lyra (PSDB) – R$ 42.145,88
  • Sergipe – Fábio Mitidieri (PSD) – R$ 41.650,92
  • Acre – Gladson Cameli (PP) – R$ 40.137,69
  • Minas Gerais – Romeu Zema (Novo) – R$ 39.717,69
  • Mato Grosso do Sul – Eduardo Riedel (PSDB) – R$ 35.462,27
  • Rondônia – Marcos Rocha (União) – R$ 35.462,22
  • Rio Grande do Sul – Eduardo Leite (PSDB) – R$ 35.462,22
  • Bahia – Jerônimo Rodrigues (PT) – R$ 35.462,22
  • Pará – Helder Barbalho (MDB) – R$ 35.363,55
  • São Paulo – Tarcisio de Freitas (Republicanos) – R$ 34.572,89
  • Roraima – Antonio Denarium (PP) – R$ 34.299,00
  • Amazonas – Wilson Lima (União) – R$ 34.070,00
  • Piauí – Rafael Fonteles (PT) – R$ 33.806,39
  • Paraná – Ratinho Junior (PSD) – R$ 33.763,00
  • Maranhão – Carlos Brandão (PSB) – R$ 33.006,39
  • Amapá – Clecio Luis (Solidariedade) – R$ 33.000,00
  • Paraíba – João Azevedo (PSB) – R$ 32.434,82
  • Espírito Santo – Renato Casagrande (PSB) – R$ 30.971,84
  • Mato Grosso – Mauro Mendes (União) – R$ 30.862,79
  • Distrito Federal (Brasília) – Ibaneis Rocha (MDB) – R$ 29.951,94
  • Alagoas – Paulo Dantas (MDB) – R$ 29.365,63
  • Goiás – Ronaldo Caiado (União) – R$ 29.234,38
  • Tocantins – Wanderlei Barbosa (Republicanos) – R$ 28.070,00
  • Santa Catarina – Jorginho Mello (PL) – R$ 25.322,25
  • Rio Grande do Norte – Fátima Bezerra (PT) – R$ 21.914,76
  • Rio de Janeiro – Claudio Castro (PL) – R$ 21.868,14
  • Ceará – Elmano de Freitas (PT) – R$ 20.629,59
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Disputa interna no União Brasil desencadeia onda de violência política: ataque a tiros na sede no Pará levanta suspeitas

Caso de Política com OGlobo – Uma atmosfera de conflito e intriga permeia o cenário político do União Brasil. A crise interna que assola a legenda desencadeou uma série de eventos perturbadores, culminando em um alarmante ataque à sede estadual do partido em Belém, capital do Pará, nesta segunda-feira.

Os sinais de uma disputa interna se tornaram evidentes nos últimos meses, conforme a rivalidade entre o novo presidente do partido, Antônio Rueda, e seu antecessor, Luciano Bivar, se intensificou. Essa tensão atingiu seu ápice com o ataque violento à estrutura partidária, revelando uma trama obscura de intrigas e confrontos políticos.

O ministro do Turismo Celso Sabino rapidamente alertou para a gravidade do ocorrido, destacando que os disparos foram efetuados com armas de grosso calibre, de ponto quarenta. Com múltiplos tiros disparados contra a sede, a ação sugere uma investida planejada e coordenada, alimentando especulações sobre os motivos por trás desse ato de violência.

No entanto, o ataque à sede do partido não é um incidente isolado. Ele se insere em um contexto mais amplo de violência política que tem assolado membros do União Brasil. Recentemente, Antônio Rueda e sua irmã, Maria Emília Rueda, viram suas casas de praia no litoral de Pernambuco serem incendiadas, em um momento de terror que se seguiu às ameaças de morte que Rueda havia recebido.

A proximidade geográfica entre os locais dos ataques incendiários e a residência de Luciano Bivar, também localizada na praia de Toquinho, próximo a Porto de Galinhas, lança uma sombra de suspeita sobre a possibilidade de conexões entre esses eventos e os conflitos internos do União Brasil.

À medida que a investigação da Polícia Federal avança para desvendar os responsáveis por esses atos de violência, a sociedade é confrontada com a fragilidade da estabilidade política e a ameaça à integridade dos processos democráticos. Em um momento de crescente polarização e tensão política, a disputa interna no União Brasil serve como um lembrete sombrio dos perigos que enfrentamos como sociedade.

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Embarcação encontrada no PA tinha como destino Ilhas Canárias, diz PF

Perícia inicial indica que corpos eram de migrantes da África

Agência Brasil | Fernando Fraga – O destino da embarcação encontrada no litoral paraense no sábado (13) era as Ilhas Canárias, na Espanha, avalia a Polícia Federal (PF). O arquipélago é usado como rota migratória para a entrada no continente europeu. Segundo a PF, os indícios apontam que o barco provavelmente saiu da Mauritânia, na África, e acabou pegando uma corrente marítima com destino ao Brasil.

Foram encontrados nove corpos na embarcação, mas a PF estima que pelo menos 25 pessoas estavam a bordo, construído artesanalmente, sem leme, motor ou sistema de direção.

“Ao todo, foram encontrados nove corpos, sendo oito dentro da embarcação e um nono corpo próximo a ela, em circunstâncias que sugeriam fazer parte do mesmo grupo de vítimas”, informou a PF.

A perícia inicial, realizada em conjunto com a Polícia Científica do Pará, indica que os documentos e objetos encontrados junto aos corpos eram de migrantes do continente africano, da região da Mauritânia e Mali. É possível ainda que as vítimas sejam de outras nacionalidades.

A Polícia Federal informou ainda que registrou um caso similar, em 2021, quando três corpos em decomposição foram encontrados em uma embarcação no litoral do Ceará, próximo à capital Fortaleza.

Migração

A Organização Internacional das Nações Unidas para as Migrações no Brasil (OIM) lamentou as mortes e se solidarizou com as famílias. Segundo relatório da OIM, entre 2014 e 2023, mais de 64 mil pessoas morreram ou desapareceram ao longo de suas trajetórias migratórias. Do total de mortes documentadas durante a migração, quase 60% estão ligadas a afogamentos.

“Esse número demonstra a necessidade urgente de fortalecer as capacidades de busca e resgate, facilitar vias de migração seguras e regulares e promover ações baseadas em evidências para prevenir ainda mais mortes”, defende a OIM em nota.

A agência da ONU para as migrações disse que continua apoiando estados para garantir a promoção de uma migração segura, ordenada e regular conforme o Pacto Global para as Migrações.

Segundo o relatório, em todo 2023 foram registradas pelo menos 1.866 mortes de migrantes de países do continente africano, contra 1.031 registrados em 2022. As principais rotas utilizadas são a travessia do Deserto do Saara para o Norte da África e a chamada rota do Atlântico para as Ilhas Canárias da Espanha, apontada como a utilizada pelos migrantes.

O relatório da OIM registra que 959 mortes foram documentadas na rota do Atlântico em 2023, em comparação com as 559 registradas em 2022. A justificativa é o aumento crescente de pessoas que partem de países como o Senegal e a Mauritânia.

Ainda segundo o relatório, um em cada três migrantes vêm de países em conflito, como no caso do Mali, um dos países apontados como de origem das vítimas encontradas no litoral paraense.

Acnur

Em nota, o Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) também disse “lamentar profundamente” a perda de vida das pessoas e disse que o episódio reforça a necessidade de haver uma abordagem de “responsabilidades compartilhadas e integradas entre os diferentes países, com ações abrangentes e colaborativas em apoio às pessoas deslocadas à força em razão da violação de seus direitos, de perseguições, de desastres relacionados a mudanças climáticas e de violência generalizada em seus países de origem”.

“Reafirmando nosso profundo lamento pelas vidas perdidas, prestamos nossa solidariedade aos familiares e amigos das vítimas”, disse o Acnur na nota.

A entidade lembra que o Brasil reconheceu, em julho de 2022, a situação de grave e generalizada violação de direitos humanos no Mali e em Burkina Faso.

A iniciativa facilita o andamento dos processos de solicitação de reconhecimento da condição de refugiado de pessoas provenientes desses países. Procedimentos similares também são aplicáveis a solicitantes de asilo oriundos do Afeganistão, Iraque, da Venezuela e Síria.

O Mali é o oitavo maior país africano, com uma área de aproximadamente 1,240 mil km², e aproximadamente 65% de sua área terrestre é desértica ou semidesértica. Com uma população estimada em mais de 20 milhões de habitantes – das quais cerca de 10% é nômade e cerca de 80% da força de trabalho dedica-se à agricultura e pesca -, o Mali vive um clima de instabilidade política com sucessivos golpes de Estado e disputas entre grupos jihadistas armados. No país, também atuam grupos ligados ao tráfico de pessoas, de armas e de drogas.

Com uma população estimada em mais de 4,7 milhões de pessoas, a Mauritânia também sofre com a violência de grupos jihadistas armados. O país, porém, não tem histórico de migrações recorrentes.

Dados do Comitê Nacional de Refugiados (Conare), ligado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, mostram que 27 mauritanos conseguiram refúgio no país em 2020.

Com uma extensão de pouco mais de 1 milhão de km², a Mauritânia acaba servindo como rota de fuga para migrantes oriundos do Mali, já que o país vizinho não tem saída para o mar.

“O Acnur reafirma a necessidade de abordar os desafios do deslocamento forçado nos países de origem, trânsito e destino, propiciando o acesso seguro e irrestrito à proteção internacional e fortalecendo os sistemas de asilo nos países de destino”, disse o alto-comissariado em nota.

PF diz que corpos achados em embarcação no Pará são de africanos

Os trabalhos de identificação tiveram início no dia 15. Segundo a PF, oito corpos estavam dentro da embarcação e o nono foi encontrado nas proximidades

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal (PF) divulgou que os corpos encontrados em uma embarcação à deriva no litoral do Pará, na região de Bragança, são de origem africana. A perícia inicial, conduzida em colaboração com a Polícia Científica do Pará, revelou que os documentos e objetos encontrados próximos aos corpos indicam que se tratavam de migrantes provenientes da Mauritânia e do Mali, embora a possibilidade de outras nacionalidades não esteja descartada.

De acordo com a Agência Brasil, os trabalhos de identificação dos corpos tiveram início no dia 15, após a embarcação ter sido levada para terra firme. Segundo a PF, oito corpos estavam dentro da embarcação, enquanto o nono corpo foi encontrado nas proximidades, sugerindo pertencer ao mesmo grupo de vítimas.

A embarcação foi localizada por pescadores paraenses, com alguns corpos em estado de decomposição, em um rio na região de Salgado, nordeste do Pará. As operações de busca e resgate ocorreram no domingo (14), estendendo-se das 7h às 23h30.

Para identificar as vítimas, a PF está seguindo os protocolos da Interpol para identificação de vítimas de desastres (DVI). Esse protocolo possibilita a identificação mesmo em casos de decomposição avançada, utilizando amostras de DNA, impressões digitais, características físicas, registros odontológicos e reconhecimento de objetos pessoais.

“Ao lado da identificação, os procedimentos periciais visam determinar a origem dos passageiros, a causa e a estimativa de tempo dos óbitos”, afirmou a polícia.

As operações de resgate contaram com a participação de uma embarcação da Marinha e um bote dos bombeiros militares de Bragança, além da Guarda Municipal, Defesa Civil Municipal, Polícia Científica do Pará e o Departamento Municipal de Mobilidade Urbana e Trânsito de Bragança.

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Polícia Federal deflagra a 26ª fase da Operação Lesa Pátria

A investiga visa possíveis financiadores dos atos terrorístas

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Federal (PF) anunciou hoje deflagração da 26ª fase da Operação Lesa Pátria, focada na investigação dos eventos ocorridos em 8 de janeiro de 2023, quando o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal foram invadidos, resultando em atos de violência e danos materiais.

A ação abrangeu o cumprimento de 18 mandados judiciais de busca e apreensão em oito estados do país, autorizados pelo Supremo Tribunal. Os estados alvo foram o Rio Grande do Norte (1), Santa Catarina (1), Pará (4), São Paulo (1), Minas Gerais (3), Espírito Santo (4), Tocantins (1) e Mato Grosso do Sul (3).

Medidas cautelares também foram aplicadas, incluindo a indisponibilidade de bens, ativos e valores dos investigados, buscando evitar possíveis dilapidações patrimoniais. Estima-se que os danos causados aos bens públicos possam chegar a R$ 40 milhões.

Os crimes sob investigação envolvem uma série de acusações graves, tais como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, e destruição ou inutilização de bens especialmente protegidos.

A PF segue conduzindo as investigações de forma contínua, com atualizações periódicas sobre o progresso da operação, incluindo o número de mandados expedidos e indivíduos detidos. O objetivo é assegurar a responsabilização dos envolvidos nos ataques, preservando a integridade das instituições democráticas do país.

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Embarcação é encontrada no Pará com vários corpos em decomposição

Barco estava à deriva em um rio na região de Salgado

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Um cenário sombrio chocou os moradores da região de Salgado, no nordeste do Pará, quando um barco foi descoberto à deriva, trazendo consigo uma macabra descoberta: corpos já em estado avançado de decomposição. A Polícia Federal (PF) confirmou sua ciência do incidente e prontamente iniciou investigações, enviando uma equipe da superintendência local ao local.

Ao ser contatada pela Agência Brasil, a PF revelou que especialistas forenses e papiloscopistas de Brasília estão sendo despachados para auxiliar nas investigações. Uma das prioridades é identificar as vítimas, para isso, serão empregados os rigorosos “protocolos de Identificação de Vítimas de Desastres [DVI]”.

“A quantidade, nacionalidade e causa da morte das vítimas ainda são desconhecidas”, declarou a PF.

Um vídeo compartilhado por alguns residentes da área capturou o momento da descoberta da embarcação, sugerindo a presença de aproximadamente 20 corpos, todos já em estado avançado de decomposição.

Em comunicado, o Ministério Público Federal (MPF) no Pará anunciou a abertura de duas investigações sobre o incidente.

“Uma investigação criminal se concentrará em possíveis crimes cometidos e na responsabilização penal dos culpados. A investigação cível abordará questões de interesse público e proteção de direitos que não necessariamente envolvem atividades criminosas”, esclareceu o comunicado.

Lula e Macron visitam floresta em Belém e conversam com indígenas

Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em sua primeira visita ao Brasil, líder francês terá agenda em 4 cidades

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – Em uma visita marcada por significados ambientais e políticos, o presidente da França, Emmanuel Macron, chegou ao Brasil nesta 3ª feira (26/mar), para uma série de encontros bilaterais com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo da visita é abordar temas de interesse mútuo, incluindo questões relacionadas ao meio ambiente, defesa e cooperação econômica.

A visita de Macron, que marca sua primeira viagem oficial ao Brasil, destaca a importância das relações entre Brasil e França, segundo a secretária de Europa e América do Norte do Ministério das Relações Exteriores, Maria Luísa Escorel. Em Belém, os líderes embarcaram em uma agenda diversificada, iniciando com uma visita à Ilha do Combu, onde puderam conhecer de perto a produção sustentável de cacau na região amazônica.

O encontro também incluiu diálogos com representantes indígenas, reforçando a relevância da preservação ambiental e do respeito aos povos originários. Macron teve ainda a oportunidade de condecorar o líder indígena Raoni Metuktire, da etnia Kayapó, em reconhecimento à sua luta pela proteção da floresta e dos direitos dos povos indígenas.

Após a visita à floresta, Lula e Macron seguiram para o Rio de Janeiro, onde participarão da inauguração do terceiro submarino construído no Complexo Naval da Marinha. Este projeto, fruto de cooperação entre Brasil e França, representa um marco na cooperação militar e tecnológica entre os dois países.

O presidente francês também terá compromissos em São Paulo, incluindo participação no Fórum Econômico Brasil-França, que reunirá empresários dos dois países em busca de oportunidades de investimento e comércio. Além disso, Macron deverá interagir com artistas e personalidades culturais brasileiras, demonstrando o interesse mútuo em fortalecer os laços culturais entre França e Brasil.

A visita de Estado do presidente Macron a Brasília marcará o encerramento dessa importante jornada diplomática, destacando o compromisso mútuo com a cooperação bilateral e o fortalecimento das relações internacionais. Temas de interesse global, como reforma das instituições multilaterais e situações políticas regionais, também serão abordados durante os encontros entre os líderes dos dois países.

Apesar das divergências em relação ao acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, a visita de Macron prioriza as convergências entre Brasil e França, ressaltando a importância de uma parceria estratégica baseada no diálogo e cooperação mútua.

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