Governador Jerônimo envia projetos para reestruturar salários da segurança pública com ganhos de até 22%

Polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, DPT e Polícia Penal devem ser contemplados com reajustes escalonados em 2025 e 2026, com impacto de R$ 849,8 milhões nos cofres estaduais em 2026

Caso de Polítca com SAEB – Em um gesto de reconhecimento aos profissionais da segurança pública baiana, o governador Jerônimo Rodrigues encaminhou, nesta terça-feira (22), à Assembleia Legislativa do estado, um pacote de três Projetos de Lei visando alterar a estrutura remuneratória e conceder outros benefícios a diversas categorias da área. A medida, que abrange as Polícias Militar e Civil, o Departamento de Polícia Técnica (DPT), a Polícia Penal e o Corpo de Bombeiros Militar, prevê ganhos salariais escalonados para os anos de 2025 e 2026.

“Estamos fazendo um gesto de inclusão, um momento histórico, botando na mesa e discutindo. Estou valorizando, reconhecendo a importância dos movimentos, das polícias, das forças de segurança. Eu sempre achei que iríamos chegar em um ponto”, anunciou o governador Jerônimo Rodrigues durante o ato de envio dos projetos.

Os policiais militares (praças e oficiais) e os bombeiros militares são previstos para receber um ganho médio de 14,76% entre 2025 e 2026, contemplando o soldo e a Gratificação de Atividade Policial Militar (GAPM).

Os primeiros reajustes, de acordo com o PL, serão concedidos retroativamente a março e em maio deste ano, com novas elevações programadas para maio e junho de 2026. Além disso, o projeto uniformiza o auxílio-fardamento para praças e oficiais em R$ 251,16 e amplia os percentuais da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho (CET), variando conforme a função exercida.

Na Polícia Civil, o reajuste acumulado para delegados, peritos criminais, médico-legais e odonto-legais será de 14% no mesmo período (2025/2026). Já investigadores e escrivães, juntamente com os peritos técnicos do DPT, terão um incremento de 22% em suas remunerações entre 2025 e 2026.

O Projeto de Lei também acena com promoções para a Polícia Civil em 2026, baseadas em avaliação de desempenho anual e na redução do tempo de serviço na classe atual de seis para três anos ininterruptos. Adicionalmente, propõe-se a alteração dos percentuais da Gratificação de Incentivo à Titulação.

O secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, celebrou a iniciativa, destacando que a valorização profissional é uma busca constante da categoria.

“Esse momento aqui é tão importante, tão simbólico para a gente. Tenho certeza que a gente busca, cada vez mais, a valorização profissional. Buscamos avançar e nós avançamos. Aqui é uma questão salarial, mas avançamos em condições, seja armamento, viatura, equipamento de inteligência, de perícia, em estrutura física. Então, tudo isso aí se soma com a estruturação que foi montada”, enfatizou o secretário.

Para a carreira de agente penitenciário (Polícia Penal), as medidas propostas devem gerar um ganho nominal médio de 13,29% no biênio 2025/2026. Este percentual considera o aumento do vencimento básico (revisão de 20%), o ajuste das diferenças entre as classes (interstícios fixados em 6%) e um reajuste de 4% sobre o valor total da remuneração previsto para março de 2026.

Caso os projetos sejam aprovados pela Assembleia Legislativa, o impacto financeiro estimado para os cofres públicos estaduais será de R$ 372 milhões até o final de 2025, alcançando R$ 849,8 milhões no ano de 2026. A iniciativa do governo estadual representa um passo significativo na reestruturação das carreiras da segurança pública e na valorização dos seus profissionais.

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MP-SP investiga policiais militares por ritual com cruz em chamas e gesto semelhante à saudação nazista

Cerimônia gravada pelo 9º Baep de São José do Rio Preto apresenta simbologia associada ao nazismo e à Ku Klux Klan; caso é apurado pelo Ministério Público e pela Polícia Militar

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu investigação para apurar um vídeo divulgado pelo 9º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), de São José do Rio Preto, que mostra policiais militares realizando um gesto semelhante à saudação nazista diante de uma cruz em chamas. As imagens, que remetem a rituais da Ku Klux Klan, grupo supremacista branco dos Estados Unidos, causaram forte repercussão nas redes sociais e também levaram a Polícia Militar a abrir procedimento interno.

No vídeo, gravado com drones e trilha sonora cinematográfica, cerca de 14 policiais aparecem enfileirados fazendo o gesto com o braço estendido, enquanto uma grande cruz e a sigla “Baep” queimam ao fundo. Viaturas da corporação cercam a cena. A Procuradoria-Geral de Justiça afirmou, por nota, que “comprovando-se eventual desvio de conduta, serão tomadas as medidas necessárias para punição dos agentes da Polícia Militar, corporação que continua contando com a confiança do MP-SP”.

A Secretaria de Segurança Pública (SSP) também se pronunciou, classificando a PM como “uma instituição legalista que repudia toda e qualquer manifestação de intolerância”. Segundo a SSP, “qualquer manifestação que contrarie seus valores e princípios será rigorosamente apurada”.

Embora a PM alegue que o ritual faz parte de uma cerimônia tradicional de formação de novos policiais e simboliza “a superação dos limites físicos e psicológicos”, o uso da cruz em chamas, do gesto com o braço estendido e de símbolos associados ao nazismo chamou a atenção de especialistas e organizações políticas. O emblema do 6º Baep, por exemplo, exibe uma águia branca central semelhante à Reichsadler – símbolo do poder nazista – e utiliza as cores preto, branco e vermelho, presentes na bandeira do Terceiro Reich, regime liderado por Adolf Hitler.

Diante da repercussão negativa e da possibilidade de interpretações distorcidas, a corporação afirmou que o vídeo foi imediatamente retirado do ar.

As bancadas do PSOL na Câmara Municipal e na Assembleia Legislativa de São Paulo encaminharam ofícios à Corregedoria da PM e à SSP cobrando esclarecimentos sobre as providências adotadas contra os envolvidos e exigindo medidas para prevenir práticas semelhantes.

O caso reacende o debate sobre a presença de elementos ideológicos extremistas em setores das forças de segurança pública e reforça o alerta sobre a necessidade de controle, transparência e formação baseada em princípios democráticos dentro das instituições policiais.

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Governador Jerônimo Rodrigues troca cúpula da segurança pública visando fortalecimento estratégico

Fotos: Joá Souza/GOVBA

Em comunicado oficial, o Governador Jerônimo Rodrigues anuncia novos comandantes para Polícia Militar, Civil, Corpo de Bombeiros e DPT, priorizando expertise técnica e experiência operacional para otimizar o combate à criminalidade no estado

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Governador Jerônimo Rodrigues promoveu, nesta segunda-feira (24), uma significativa reestruturação nos principais cargos de comando das forças de segurança pública do estado. Em coletiva de imprensa realizada na sede do Centro de Operações e Inteligência (COI) da Secretaria da Segurança Pública (SSP), o Governador Jerônimo Rodrigues formalizou o anúncio das mudanças, que visam, segundo o governo, aprimorar a eficiência e a eficácia das ações de combate à criminalidade em todo o território baiano.

“Agradecemos aos gestores que nos antecederam pelos serviços prestados e damos as boas-vindas aos novos comandantes. A renovação da equipe de liderança reflete o compromisso do governo estadual com a modernização das estratégias de segurança pública, buscando a excelência no serviço prestado à população”, declarou o Governador Rodrigues.

  

Na Polícia Militar da Bahia (PMBA), o Coronel Antônio Carlos Silva Magalhães assume o cargo de Comandante-Geral, em substituição ao Coronel Paulo Coutinho. O novo comandante, que ascendeu na hierarquia da corporação desde a posição de soldado, é reconhecido por sua sólida formação acadêmica e vasta experiência em operações táticas e inteligência policial. O Subcomandante-Geral será o Coronel Antônio do Nascimento Lopes, oficial com notória trajetória administrativa e operacional.

A Polícia Civil da Bahia (PCBA) passa a ser liderada pelo Delegado André Augusto de Mendonça Viana, que sucede a Delegada Heloísa Brito. O Delegado Viana, com mais de vinte anos de atuação na instituição, possui especialização em Operações Especiais e experiência em diversas áreas investigativas, com ênfase na sua atuação à frente da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (CORE). A Delegada Márcia Pereira dos Santos, reconhecida nacionalmente por sua expertise no combate à lavagem de dinheiro e ao crime organizado, assume o cargo de Delegada-Geral Adjunta.

O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBMBA) terá como Comandante o Coronel BM Aloísio Mascarenhas Fernandes, em substituição ao Coronel Adson Marchesini. O novo comandante possui extensa experiência operacional e formação técnica especializada, o que o credencia para conduzir a corporação diante dos desafios contemporâneos da proteção civil e do atendimento a emergências.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) será dirigido pelo Perito Criminal Osvaldo Silva, que sucede a Perita Ana Cecília Bandeira. Com formação multidisciplinar e experiência em gestão e planejamento estratégico, o novo diretor-geral tem como missão modernizar a gestão pericial, fortalecer a inteligência forense e valorizar os profissionais da área técnico-científica.

“As mudanças implementadas visam o fortalecimento das estratégias de segurança pública em todo o estado. Confiamos nas competências e na dedicação dos novos dirigentes para aprimorar a atuação das forças de segurança e garantir a proteção e o bem-estar da população baiana”, afirmou o Secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.

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Capitã da PM morre vítima de H1N1 em Barreiras; corporação lamenta perda

Foto: reprodução

Milena Miranda, de 38 anos, estava lotada no Comando de Policiamento da Regional Oeste e teve complicações causadas pelo vírus influenza A

Caso de Política com Correio da Bahia – A capitã da Polícia Militar Milena Miranda, de 38 anos, morreu na última terça-feira (4) em Barreiras, no Extremo-Oeste baiano, após complicações causadas pelo vírus H1N1. A causa da morte foi confirmada por familiares.

Milena atuava há dois anos no Comando de Policiamento da Regional Oeste (CPR-O) e era casada com o capitão da PM Paulo Acyoli Ribeiro. A morte da oficial causou grande comoção entre colegas de farda e autoridades locais. Em nota, a Polícia Militar lamentou a perda e manifestou solidariedade à família e amigos.

A Prefeitura de Barreiras também se pronunciou sobre o falecimento da capitã, destacando sua dedicação ao serviço público e seu compromisso com a segurança da cidade. “[Agora] deixa um legado de força de vontade, perseverança e amor ao trabalho da segurança pública estadual”, afirmou a gestão municipal.

O velório ocorreu ainda na terça-feira (4) no Cemitério Campo Santo, no bairro da Federação, em Salvador. O sepultamento foi marcado para a quarta-feira (5), às 11h, no mesmo local.

A H1N1 é uma infecção causada pelo vírus influenza tipo A e pode ser transmitida por meio de gotículas respiratórias ou contato com superfícies contaminadas. A vacinação é a principal forma de prevenção, reduzindo os riscos de complicações. Segundo a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), o primeiro caso do vírus da influenza A (H1N1) no estado foi registrado em 11 de junho de 2009, em Salvador.

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Barreiras Folia 2025: Prefeitura apresenta plano de segurança robusto com reconhecimento facial e milhares de profissionais

Operação integrada com aumento de 34% no efetivo policial visa garantir a segurança de 70 mil foliões por noite no maior carnaval do interior da Bahia

A Prefeitura de Barreiras, em parceria com as Forças de Segurança, revelou um plano de segurança reforçado para o Barreiras Folia 2025, prometendo um carnaval seguro com monitoramento por câmeras de reconhecimento facial, aumento significativo no efetivo policial e um Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).

Caso de Política com informações da DIRCOM – O Barreiras Folia 2025, que acontecerá de 28 de fevereiro a 4 de março, terá um esquema de segurança que envolve mais de três mil profissionais, incluindo Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e outros órgãos de segurança. A operação visa garantir a tranquilidade dos foliões e moradores durante o evento que atrai milhares de pessoas para a cidade.

O prefeito Otoniel Teixeira destacou a importância da integração das forças de segurança para o sucesso do evento, afirmando que a cidade espera receber mais de 70 mil pessoas por noite.

“Todo esse planejamento nos dá a certeza de que o Barreiras Folia é uma grande engrenagem que precisa funcionar em sintonia. Nosso objetivo é garantir que todos possam curtir a festa com tranquilidade e segurança”, disse o gestor. O vice-prefeito Túlio Viana também esteve presente no evento de lançamento do plano.

O plano de segurança inclui um aumento de 34% no efetivo policial em relação ao ano anterior. Segundo o secretário de Segurança Cidadã e Trânsito, ten. cel. Fábio Santana, a operação foi planejada com antecedência, incluindo a criação de comissões específicas e o alinhamento com o Governo do Estado para a implantação do sistema de monitoramento por câmeras de reconhecimento facial.

“Esta edição contará com um aumento de 34% no efetivo em relação ao ano anterior. Essa ação integrada e estruturada, aliada ao uso de tecnologia, fará do Barreiras Folia um dos carnavais mais seguros de todos os tempos”, afirmou o secretário.

O ten. cel. Beck, do Comando de Policiamento da Região Oeste (CPR-O), detalhou que a Polícia Militar contará com 1.200 policiais atuando nos cinco dias de festa, com uma média de 200 agentes por dia. Além disso, 37 câmeras foram instaladas em pontos estratégicos, especialmente nos portais de acesso aos principais circuitos, Aguinaldo Pereira e Zé Hermes.

“A segurança do Barreiras Folia vem sendo aprimorada há mais de 10 anos. Com o planejamento estratégico e as melhorias implementadas, não há registro de homicídios ou incidentes graves na festa nos últimos anos”, destacou Beck.

Pela primeira vez, Barreiras contará com um Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), vinculado à Secretaria de Segurança Pública da Bahia. De acordo com o coronel Soares, comandante do CPR-O, o sistema permitirá o monitoramento em tempo real das ocorrências, agilizando o atendimento e a tomada de decisões estratégicas.

A Polícia Civil estará presente no circuito Aguinaldo Pereira com um Posto de Policiamento Integrado, funcionando das 20h às 6h, com 45 servidores empenhados. A estrutura contará com três delegados, três escrivães e oito investigadores, além de uma equipe reforçada no Complexo Policial, conforme apresentou o delegado coordenador da 11ª Coorpin, Thiago Aguiar. Além disso, a estrutura do Barreiras Folia contará com Juizado de Menores, Conselho Tutelar e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM). O Departamento de Polícia Técnica (DPT) também estará presente, oferecendo serviços como exames e laudos de constatação de drogas, análise de armas de fogo e identificação civil e criminal.

Para reforçar a segurança, será proibida a entrada de garrafas de vidro, espetinhos e demais objetos perfurocortantes. A comercialização de cervejas e refrigerantes será exclusiva em latas, e o uso de copos, pratos e talheres descartáveis será obrigatório nos circuitos da folia. A Secretaria de Infraestrutura realizou e continua executando uma série de melhorias, eliminando pedras soltas e buracos, garantindo a mobilidade e segurança dos foliões.

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Câmara de Barreiras promove Audiência sobre revitalização do centro histórico: relatório deve guiar ações da prefeitura

Audiência Pública reúne diversos setores da sociedade e gera documento com propostas para o futuro do patrimônio histórico e cultural

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O futuro do centro histórico de Barreiras ganhou contornos mais definidos após a realização de uma Audiência Pública promovida pela Câmara Municipal na noite desta segunda-feira (24/02). O evento, que reuniu representantes de diversas entidades, comerciantes e moradores, gerou um rico debate e um documento com propostas concretas para revitalizar a área, que representa o marco zero da cidade.

A presença diversificada de representantes de diferentes setores da sociedade demonstra a importância do tema para o município. Entre os participantes, destacaram-se:

  • Núcleo de História e Memória do Oeste da Bahia: Representados por Fernanda Libório, trouxeram a perspectiva da importância cultural e arquitetônica do centro histórico, enfatizando a necessidade de preservar a memória e a identidade da cidade.
  • Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL): Liderada por Geovani Zorzo, a CDL expressou os desafios enfrentados pelos comerciantes devido à falta de investimento e segurança, além da necessidade de revitalizar o centro histórico para impulsionar a economia.
  • Associação Comercial e Empresarial de Barreiras (ACEB): Jorlando Neves representou a ACEB, que reforçou a necessidade de ações que valorizem o comércio e a segurança no centro histórico, oferecendo o apoio da associação para a implementação de projetos.
  • Núcleo de Arquitetos e Urbanistas do Oeste Baiano (NAU): Jainára Reis trouxe uma análise técnica da situação atual, apontando problemas de infraestrutura, falta de iluminação e ocupação inadequada do espaço público, além de sugerir soluções urbanísticas para revitalizar a área.
  • Página Barreiras Desenvolvimento: Hebert de Andrade, representando a página da rede social Instagram, alertou para o potencial subutilizado do centro histórico e defendeu a necessidade de um projeto democrático e participativo.
  • Conselho Regional de Agronomia e Engenharia da Bahia (CREA-BA): Maurício Mayer enfatizou o papel do conselho em garantir a segurança e a qualidade das obras de revitalização, propondo a criação de um plano de gestão permanente e um conselho consultivo.
  • Instituto Federal da Bahia (IFBA): Wagner da Macedo Freitas de Cerqueira ressaltou a importância do levantamento documental do patrimônio edificado e se colocou à disposição para colaborar com projetos de pesquisa e extensão que visem a revitalização do centro histórico.
  • Associação dos Engenheiros do Oeste da Bahia (ACEOB): Cléber Pires de Lima defendeu a importância da técnica na elaboração de projetos para o centro histórico, propondo a criação de um conselho permanente com a participação de diversos setores da sociedade.
  • Defensoria Pública: Ênio Ribeiro Novais Santos alertou para o risco de processos de higienização e “gentrificação” durante a revitalização, defendendo a valorização dos comerciantes locais e o fortalecimento dos órgãos socioassistenciais.
  • Polícia Militar: O Major Éder do Rosário reforçou o compromisso com a segurança no centro histórico, mas destacou a importância da união de diversos setores da sociedade para enfrentar o problema da violência.
  • Corpo de Bombeiros: A Tenente Coronel Regiane Dantas alertou para a importância da segurança contra incêndio no centro histórico, defendendo a regularização dos estabelecimentos e a instalação de equipamentos de combate a incêndio.
  • Secretaria de Segurança e Trânsito: Fábio de Santana reconheceu que o problema do centro histórico é complexo e que a atuação da polícia militar é limitada, defendendo a união de forças da sociedade organizada para encontrar soluções.

Participaram do importante debate, os vereadores: Yure Ramon, Carmélia da Mata, João Felipe, Drª Graça Melo, Allan do Allanbick, Delmah Pedra, Tatico, Irmã Silma e Beza.

Vozes da Comunidade e participação cidadã

Moradores e empresário expressaram as suas preocupações e expectativas

Os moradores, comerciantes e frequentadores do centro histórico compartilharam suas experiências e anseios, expressando um misto de preocupação e esperança. Houve relatos de insegurança, com queixas sobre violência, prostituição e uso de drogas, além de críticas à falta de infraestrutura e à degradação do patrimônio. Ao mesmo tempo, demonstraram forte ligação com o local, destacando a importância de preservar a memória, a cultura e a identidade do centro histórico. Anseiam por um futuro com mais segurança, revitalização e oportunidades para o comércio local.

Próximos Passos

Com o término da audiência, um relatório detalhado, compilando as contribuições de todos os participantes, será elaborado. O documento será encaminhado para as entidades presentes e, principalmente, para a Prefeitura Municipal, servindo como base para a elaboração de um plano de revitalização que contemple as diferentes necessidades e perspectivas da comunidade. A expectativa é que o plano impulsione o centro histórico de Barreiras rumo a um futuro mais próspero, seguro e culturalmente vibrante. Ficou acertado entre os parrticipantes, a criação de um Comissão de Trabalho Permanente para acompanhar as ações.

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STF confirma competência de guardas municipais para fazer policiamento

Decisão do Supremo Tribunal Federal amplia as funções das guardas municipais, permitindo ações de segurança pública, mas sem interferir nas atribuições das polícias Civil e Militar

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (20) que as guardas municipais estão autorizadas a realizar policiamento ostensivo nas vias públicas, uma medida que amplia suas funções, até então restritas à vigilância patrimonial. O julgamento envolveu um recurso da Câmara Municipal de São Paulo, que buscava reverter uma decisão do Tribunal de Justiça local sobre a Lei Municipal 13.866/2004. A controvérsia girava em torno da interpretação do Artigo 144 da Constituição, que estabelece as atribuições das forças de segurança pública no Brasil, incluindo a criação de guardas municipais com a finalidade de proteger bens, serviços e instalações municipais.

O STF, por maioria, entendeu que a atuação das guardas municipais pode ser expandida para ações de segurança pública, desde que respeitadas as competências da polícia Civil e Militar, e excluindo atividades de polícia judiciária. A tese definida pela Corte é clara: as guardas podem realizar policiamento ostensivo comunitário, mas sempre em conformidade com as atribuições já previstas para os outros órgãos de segurança pública, sem ultrapassar os limites constitucionais.

É constitucional, no âmbito dos municípios, o exercício de ações de segurança urbana pelas guardas municipais, inclusive o policiamento ostensivo comunitário, respeitadas as atribuições dos demais órgãos de segurança pública previstas no artigo 144 da Constituição Federal e excluída qualquer atividade de polícia judiciária”, estabeleceu o STF em sua decisão.

A Corte também reforçou que a atuação das guardas será submetida ao controle externo da atividade policial, realizado pelo Ministério Público, conforme determina o artigo 129 da Constituição.

Após o julgamento, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, anunciou que a Guarda Civil Metropolitana (GCM) passará a ser chamada de Polícia Metropolitana, em razão da nova autorização para atuar na segurança pública. Para o prefeito, a decisão do STF garantirá que os guardas municipais possam desempenhar suas funções de forma mais eficaz, sem entrar em conflito com as responsabilidades das polícias Civil e Militar. A mudança no nome da corporação também sinaliza um movimento de reestruturação da segurança pública municipal.

Essa decisão do STF, além de ter impacto imediato na cidade de São Paulo, pode influenciar outras capitais e municípios do país, onde as guardas municipais poderão expandir suas atuações dentro dos limites impostos pela Constituição. O caso traz à tona uma discussão sobre o papel das forças municipais dentro do sistema de segurança pública brasileiro, que tradicionalmente é dividido entre as polícias Federal, Civil e Militar.

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Governo da Bahia reforça segurança no Barreiras Folia 2025 com 34 câmeras de reconhecimento facial e aumento do efetivo da PM

Com 34 câmeras de reconhecimento facial e mais de 450 profissionais atuando diariamente, governo estadual reforça a segurança no Barreiras Folia 2025 para garantir um carnaval mais seguro e monitorado

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A segurança do Barreiras Folia 2025 será reforçada com tecnologia de ponta e um efetivo robusto. O Governo da Bahia, em parceria com a Prefeitura de Barreiras, implementou um sistema de videomonitoramento com 34 câmeras de identificação facial distribuídas pelos circuitos Zé de Hermes e Aguinaldo Pereira. O equipamento estará interligado ao banco de dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia (SSP-BA), permitindo a identificação rápida de indivíduos com pendências judiciais e uma resposta imediata das forças de segurança.

A definição dos pontos estratégicos para instalação das câmeras ocorreu na terça-feira (18), com uma vistoria no circuito Aguinaldo Pereira. O vice-prefeito e presidente da Comissão Realizadora do Carnaval, Túlio Viana, acompanhou o secretário municipal de Segurança Cidadã e Trânsito, tenente-coronel Fábio Santana, e representantes das forças de segurança, incluindo o capitão PM Glad (SSP-BA), capitão Lenon (CICOM) e o tenente-coronel Beck (Polícia Militar). O objetivo foi mapear as áreas de maior fluxo de pessoas para otimizar o monitoramento e a prevenção de ocorrências.

A tecnologia será um diferencial para garantir um carnaval mais seguro, permitindo uma atuação mais rápida e eficaz das forças de segurança. Nosso compromisso é proporcionar um ambiente tranquilo para os moradores e turistas”, afirmou Túlio Viana.

O tenente-coronel Fábio Santana reforçou que a estrutura montada é uma das mais modernas já implementadas na festa. “As câmeras de identificação facial serão fundamentais para a manutenção da ordem nos circuitos. O monitoramento permitirá identificar indivíduos procurados e agir preventivamente”, destacou.

Além do videomonitoramento, mais de 450 profissionais das Forças de Segurança atuarão diariamente nos três circuitos do Barreiras Folia 2025. O efetivo contará com integrantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Civil Municipal, agentes da Cootrans, Bombeiro Militar, Bombeiro Civil, Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM), Departamento de Polícia Técnica (DPT), Juizado de Menores, Conselho Tutelar e segurança particular.

A SSP-BA também atuará com um centro integrado de operações, permitindo o acompanhamento em tempo real das imagens captadas nos circuitos. O monitoramento permitirá não apenas a identificação de indivíduos suspeitos, mas também o controle da quantidade de pessoas nos espaços da festa, auxiliando no planejamento operacional das equipes em campo.

Com essas medidas, o Barreiras Folia 2025 se consolida como um dos carnavais mais estruturados da região, unindo inovação tecnológica e reforço policial para garantir a segurança e a tranquilidade dos foliões.

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Ex-dirigentes afastados judicialmente invadem sede de SINDIOESTE em Barreiras, e polícia é acionada

Afastados ignoram decisão e invadem o Sindicato; Polícia Militar é acionada para reestabelecer cumprimento da decisão do juiz

Caso de Política | Luís Carlos Nunes – A Polícia Militar foi acionada na tarde de ontem, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Empregados nas Indústrias da Construção Civil, Mobiliário, Madeireira e Assemelhados do Oeste da Bahia (SINDIOESTE), após o descumprimento de uma decisão judicial por parte de ex-dirigentes afastados de seus cargos. Ednilson Sousa Silva, ex-tesoureiro, e Antônio Carlos Andrade dos Santos, ex-presidente, ambos destituídos judicialmente, são acusados de terem invadido as dependências do sindicato, levando à intervenção das autoridades. Este episódio, que transcende uma simples questão jurídica, revela um cenário de disputa política e poder no âmbito sindical, com potenciais consequências e mudanças para a representatividade dos trabalhadores da categoria.

Polícia Militar é acionada para reestabelecer cumprimento da decisão do juiz

A invasão ocorreu após os ex-dirigentes terem arrombado o cadeado que trancava a sede do sindicato. De acordo com informações obtidas no local, na última sexta-feira, um novo cadeado teria sido colocado por um membro da antiga gestão, desafiando a determinação judicial que os proibia de acessar as dependências do SINDIOESTE. Diante do descumprimento, a atual assessoria jurídica do sindicato, juntamente com a comissão indicada pelo juízo, acionou a Polícia Militar, que esteve no local e trocou o cadeado, registrando um boletim de ocorrência. Essa ação demonstra que os ex-dirigentes não apenas ignoraram a ordem judicial, mas também buscaram manter o controle do sindicato, indicando uma disputa de poder que pode ter raízes em divergências políticas internas e em interesses específicos.

O descumprimento da decisão judicial representa um desafio à autoridade do judiciário e uma afronta à ordem legal

A decisão judicial, expedida pelo juiz Carlos José Souza Costa, determinava o afastamento imediato de todos os diretores da atual gestão do sindicato, incluindo o Conselho Fiscal, proibindo-os de acessar a sede da entidade para qualquer fim. Além disso, a decisão exigia a entrega de todos os dados, equipamentos, materiais, veículos e documentos relativos à gestão sindical à comissão nomeada. Essa medida drástica do judiciário sinaliza a gravidade da situação e a necessidade de uma intervenção para garantir a transparência e a legalidade na administração do SINDIOESTE.

O descumprimento da decisão judicial pelos ex-dirigentes do SINDIOESTE representa um desafio à autoridade do judiciário e uma afronta à ordem legal. Politicamente, essa ação pode ser interpretada como uma tentativa desesperada de manter influência no sindicato, mesmo após o afastamento determinado pela justiça. Esse tipo de comportamento pode indicar uma falta de legitimidade política e um desprezo pelas instituições democráticas.

O descumprimento de uma ordem judicial pode acarretar em diversas consequências legais para Ednilson Sousa Silva e Antônio Carlos Andrade dos Santos e outros possíveis invasores, incluindo:

  1. Prisão por Desobediência: A persistência no descumprimento da ordem judicial pode levar à decretação de prisão por desobediência, conforme previsto no Código Penal.
  2. Multas: O juiz pode determinar multas diárias caso a ordem não seja cumprida, buscando compelir os ex-dirigentes a acatarem a decisão.
  3. Agravamento da Situação Processual: O descumprimento pode agravar a situação dos ex-dirigentes no processo judicial, dificultando sua defesa e aumentando as chances de punições mais severas.
  4. Perda de Apoio Político: O comportamento dos ex-dirigentes pode gerar perda de apoio político e de credibilidade entre os trabalhadores, que veem na justiça a última esperança de solução para os problemas do sindicato.

A medida judicial também determinou a expedição de ofícios ao Ministério Público Estadual, ao Ministério Público do Trabalho, às Polícias Civil e Militar de Barreiras e à Polícia Federal, para que as autoridades fossem informadas sobre a situação do SINDIOESTE e sobre o descumprimento da decisão judicial. A decisão enfatizou a necessidade de proteção dos interesses coletivos dos trabalhadores e a importância de alertar as autoridades locais devido ao envolvimento de diversos servidores e do próprio magistrado.

A ação judicial e o descumprimento da decisão por parte dos ex-dirigentes colocam o SINDIOESTE em um momento de grande instabilidade, com repercussões diretas nos trabalhadores da categoria. As entidades de apoio estão tomando as providências cabíveis para garantir o cumprimento da decisão judicial e a proteção dos interesses dos trabalhadores. Uma nova ação junto ao juiz da vara de Barreiras será realizada nesta segunda-feira, na busca por sanar as irregularidades encontradas e restabelecer a ordem no sindicato. O desfecho dessa situação terá um impacto significativo na vida dos trabalhadores da construção civil, mobiliário, madeireira e assemelhados da região, servindo como um exemplo de como as disputas políticas podem afetar a representatividade sindical.

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Indignação e repúdio: o dever do Estado transformado em barbárie

Nota de Opinião

É com profundo pesar e revolta que assistimos a mais um capítulo de abuso cometido por quem deveria proteger a população. O crime brutal ocorrido em Camaragibe, Pernambuco, no qual o policial militar Venilson Cândido da Silva, fora de serviço, tirou a vida do jovem Thiago Fernandes Bezerra de 23 anos por míseros R$ 6,98, não é apenas uma tragédia pessoal, mas um retrato da falência moral de parte daqueles que carregam o dever de representar o Estado.

Ao invés de cumprir o juramento de zelar pela segurança, esse agente transformou a farda – ainda que ausente no momento do crime – em um símbolo de opressão e marginalidade. Thiago, um trabalhador que dependia de sua moto para sustentar a família, foi executado à luz do dia em um ato que reflete não só frieza, mas uma perversidade inimaginável. A crueldade não parou com o disparo; ela se estendeu na tranquilidade com que o assassino retornou ao seu cotidiano, apenas para ser desmascarado pela indignação popular.

O Estado, por meio de seus representantes, tem o dever de agir com urgência e transparência. A prisão em flagrante e a abertura de um processo administrativo contra o policial são apenas o início do que deve ser uma punição exemplar. A sociedade clama por justiça, mas também por mudanças estruturais que impeçam que pessoas despreparadas e moralmente falidas ingressem ou permaneçam em corporações que deveriam ser sinônimo de proteção.

Nosso repúdio se estende também à banalização da vida, evidenciada neste episódio. A história de Thiago, como a de tantas vítimas de abusos, não pode ser esquecida. Sua luta como trabalhador precisa ser uma memória que alimente o clamor por um sistema de segurança pública mais justo, humano e alinhado aos princípios que deveriam nortear a Polícia Militar.

A indignação da população de Camaragibe é compreensível e reflete o esgotamento diante de tamanhas injustiças. No entanto, a justiça não pode ser feita pelas próprias mãos, mas pela aplicação rigorosa da lei. Que este caso seja um divisor de águas, um lembrete da necessidade de reconstruirmos a relação entre a população e aqueles que a servem.

Thiago não voltará para casa, mas sua história deve ser o combustível para a mudança. Que sua memória nos inspire a não aceitar mais o que é inaceitável.

Luís Carlos dos Santos Nunes

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