Pesquisadores anunciaram o avistamento de sapos translúcidos em uma área de preservação ambiental na América do Sul, marcando o primeiro registro da espécie em 18 anos. Os anfíbios, conhecidos por sua pele quase transparente que permite observar órgãos internos, pertencem à família Centrolenidae, popularmente chamados de sapos-vidro.
O último avistamento documentado havia ocorrido em 2001. Desde então, a espécie era considerada por muitos especialistas como possivelmente extinta devido à perda de habitat e às mudanças climáticas. A redescoberta foi recebida com entusiasmo pela comunidade científica.
Durante expedição realizada em dezembro de 2019, uma equipe de biólogos observou vários indivíduos ao longo de um riacho de águas cristalinas. Os sapos apresentavam coloração esverdeada e a característica transparência na região ventral, que permite ver o coração batendo e o sistema digestivo em funcionamento.
Os pesquisadores destacam a importância da preservação dos fragmentos florestais para a sobrevivência desses anfíbios. A região onde os animais foram encontrados possui vegetação densa e está protegida contra o desmatamento, o que pode ter contribuído para a permanência da população.
“É um sinal de que ainda há esperança para espécies ameaçadas, desde que seu habitat seja mantido intacto”, afirmou um dos biólogos envolvidos no estudo.
Além da transparência, esses sapos possuem olhos grandes voltados para frente e hábitos noturnos. A coloração esverdeada os ajuda a se camuflar entre as folhas durante o dia. Sua pele fina e úmida é altamente sensível a alterações ambientais, o que os torna bioindicadores da saúde do ecossistema.
A redescoberta reforça a necessidade de monitoramento contínuo em áreas de difícil acesso. Os cientistas planejam realizar novos estudos para estimar o tamanho da população e avaliar as ameaças que ainda pesam sobre a espécie.