O Partido Liberal (PL) informou ao ex-presidente Jair Bolsonaro que o pagamento do subsídio mensal de R$ 42,9 mil, referente ao cargo de presidente da legenda, só será feito após o retorno dele ao Brasil, segundo informações veiculadas pela imprensa nacional.
Bolsonaro está em Orlando, nos Estados Unidos, desde o final de dezembro de 2022, sem previsão de retorno. A direção do PL entende que a ausência do ex-mandatário prejudica a articulação política do partido no Congresso e nas bases, especialmente diante dos novos desafios da oposição ao governo Lula.
De acordo com fontes internas, a medida é uma forma de pressionar Bolsonaro a voltar ao Brasil e reassumir a liderança da sigla. O PL, que elegeu a maior bancada na Câmara dos Deputados nas eleições de 2022, busca reorganizar sua estratégia de oposição e entende que a presença física de Bolsonaro é fundamental para unificar o discurso conservador.
O subsídio de presidente do PL é pago mensalmente e integra o regime financeiro da legenda. A decisão de condicionar o valor à presença de Bolsonaro foi tomada pela Executiva Nacional do partido, composta por integrantes que defendem maior alinhamento entre a cúpula e o ex-presidente.
Bolsonaro tem mantido contato com aliados por meio de redes sociais e aplicativos de mensagem, mas ainda não comunicou oficialmente sua data de volta. Assessores próximos afirmam que ele avalia a conjuntura política brasileira antes de decidir.
Caso a ausência se prolongue, a presidência do partido pode ser exercida provisoriamente pelo vice-presidente da legenda, o que geraria mais insegurança no comando da oposição.
Com informações de veículos da imprensa brasileira.