PM e Exército preparam desocupação de acampamento bolsonarista no DF

Após os atos terroristas que resultaram na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, as forças de segurança do Distrito Federal iniciaram os preparativos para a desocupação do acampamento bolsonarista montado em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília. A operação, coordenada pela Polícia Militar e pelo Exército Brasileiro, tem como objetivo dispersar os manifestantes que ainda permanecem no local, muitos dos quais defendem a intervenção militar e não aceitam o resultado das eleições de 2022.

No domingo, 8 de janeiro, uma multidão de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiu o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF), causando destruição generalizada. O governo do Distrito Federal e o governo federal decretaram intervenção na segurança pública da capital. No dia seguinte, a prioridade das autoridades passou a ser a desmobilização dos acampamentos que há semanas estavam instalados em frente a quartéis militares em diversas cidades, com destaque para o acampamento na frente do QG do Exército em Brasília, que chegou a reunir milhares de pessoas.

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a desocupação imediata de todos os acampamentos e a prisão dos responsáveis pelos atos antidemocráticos. A Polícia Militar do Distrito Federal e o Exército passaram então a planejar a operação de desocupação, que envolveria a remoção pacífica dos manifestantes e a desmontagem das barracas. As autoridades esperavam que a maioria dos ocupantes deixasse o local voluntariamente, mas havia preocupação com possíveis focos de resistência.

Até o início da tarde de 9 de janeiro, o acampamento ainda não havia sido totalmente desmobilizado. As forças de segurança mantinham um cerco no entorno da área, permitindo a saída, mas não a entrada de novos manifestantes. A operação foi acompanhada de perto pela imprensa nacional e internacional, que registrou a tensão no local. O governo federal e o STF reforçaram que não haverá anistia para os envolvidos nos atos de vandalismo e que a lei será cumprida.

Este episódio marcou um dos momentos mais graves da democracia brasileira desde a redemocratização. A desocupação do acampamento bolsonarista no DF simbolizou o início do restabelecimento da ordem após os ataques às instituições. As investigações sobre os financiadores e organizadores dos atos continuam em curso.