Planejamento dos terroristas bolsonaristas contava com mapa online e linguagem cifrada

A Polícia Federal identificou que os terroristas bolsonaristas responsáveis pelos atos de vandalismo em 8 de janeiro utilizaram ferramentas digitais para planejar as invasões. Entre os recursos estava um mapa online compartilhado via Google Maps, com marcações de rotas e pontos estratégicos, além do uso de linguagem cifrada em aplicativos de mensagens como WhatsApp e Telegram para evitar a detecção pelas autoridades.

As investigações revelaram que os extremistas criaram um planejamento detalhado, com divisão de tarefas e coordenação em tempo real. Os manifestantes usavam códigos como “Festa da Selma” para se referir às ações e “verdura” para indicar a presença de policiais. Segundo fontes da PF, também foram identificados termos como “pão” e “carne” para designar suprimentos e armas. O mapa online continha pontos de encontro, rotas de fuga e locais de interesse, como o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal.

A descoberta desse planejamento reforça a tese de que os atos não foram espontâneos, mas sim orquestrados por uma rede organizada que vinha se preparando desde novembro de 2022. A Polícia Federal continua a investigar os financiadores e organizadores, e novas prisões são esperadas. As análises de celulares e computadores apreendidos têm revelado a extensão da articulação criminosa, com troca de mensagens e arquivos contendo instruções táticas.

O caso segue sob sigilo, mas as evidências coletadas até agora indicam que os envolvidos utilizaram métodos sofisticados de comunicação para escapar do monitoramento. A sociedade brasileira aguarda que os responsáveis sejam identificados e punidos na medida da lei. A PF já cumpriu dezenas de mandados de busca e apreensão, e a expectativa é de que o inquérito avance nos próximos meses, com novas revelações sobre o esquema de planejamento dos ataques.

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