Um médico anestesista foi preso preventivamente pela Polícia Civil sob a acusação de estupro de vulnerável. A corporação também investiga se o profissional mantinha em seu poder arquivos de pornografia infantil. O caso ocorreu em uma unidade de saúde durante a realização de um procedimento cirúrgico.
De acordo com as investigações, o crime teria ocorrido enquanto a vítima estava sedada. A paciente, ao recobrar a consciência, relatou suspeitas do ocorrido à equipe médica, que prontamente acionou a polícia. A delegacia especializada deu início às apurações, colhendo depoimentos e exames periciais.
Contra o anestesista, pesam fortes indícios de que ele teria se aproveitado do estado de inconsciência da vítima para praticar o ato libidinoso. A prisão preventiva foi decretada pela Justiça para garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal, além de evitar que o suspeito pudesse coagir testemunhas ou destruir provas.
Além da acusação de estupro de vulnerável (artigo 217-A do Código Penal), a investigação ganhou um novo desdobramento. Durante o cumprimento de mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do médico, os agentes encontraram indícios da posse de materiais relacionados à pornografia infantil. Um novo inquérito foi aberto para apurar este crime.
A defesa do médico ainda não se manifestou publicamente sobre os fatos. O suspeito passará por audiência de custódia, onde a prisão será formalmente analisada, e permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil não descarta a existência de outras vítimas e solicita que qualquer pessoa que tenha sofrido abusos ou tenha informações sobre o caso procure a delegacia para prestar depoimento, com sigilo garantido.
A categoria médica e os conselhos regionais de medicina acompanham o caso com atenção, reforçando a importância da conduta ética e do respeito ao paciente em todos os momentos do atendimento.