Polícia prende anestesista acusado de estupro; médico também é investigado por pornografia infantil

Um anestesista foi preso pela Polícia Civil sob acusação de estupro e também é investigado por suspeita de armazenamento e compartilhamento de material de pornografia infantil. O médico atuava em um hospital da região e, segundo as investigações, teria cometido os abusos sexuais durante procedimentos cirúrgicos, aproveitando-se do estado de inconsciência das vítimas.

A prisão ocorreu após denúncias anônimas, que levaram os agentes a cumprir mandados de busca e apreensão na residência e no consultório do suspeito. Durante as buscas, foram apreendidos computadores, celulares e HDs externos. A polícia suspeita que o profissional integrasse uma rede de compartilhamento de conteúdo de exploração sexual infantil.

Nos dispositivos eletrônicos, agentes especializados em crimes cibernéticos encontraram imagens e vídeos com exploração sexual de crianças e adolescentes. A análise do material segue em andamento e corre sob sigilo judicial. A investigação conta com apoio de órgãos federais para rastrear possíveis conexões com outras pessoas envolvidas.

O anestesista foi encaminhado ao sistema prisional e aguarda audiência de custódia. Ele pode responder pelos crimes de estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal) e posse/armazenamento de material pornográfico infantil (art. 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente). As penas, se somadas, podem ultrapassar 15 anos de reclusão. O Conselho Regional de Medicina (CRM) instaurou sindicância e pode suspender o exercício profissional do médico. A defesa ainda não se manifestou publicamente.

O hospital onde o anestesista trabalhava divulgou nota informando que colabora plenamente com as investigações e que suspendeu preventivamente o profissional. A direção da unidade também afirmou que está revisando os protocolos de segurança para garantir a proteção dos pacientes. A comunidade local manifestou indignação e cobrou justiça pelas vítimas.

Especialistas ouvidos pela reportagem destacam a vulnerabilidade de pacientes sedados e a importância de medidas de proteção, como a presença de acompanhantes e a instalação de câmeras de monitoramento nos centros cirúrgicos. Denúncias de abusos em ambiente hospitalar podem ser feitas anonimamente pelo Disque 100 ou pela ouvidoria da polícia. O caso reacende o debate sobre a necessidade de protocolos mais rigorosos para prevenir crimes sexuais em hospitais.

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