COVID-19: Ministério da Saúde prevê começo de reforço bivalente em 27 de fevereiro

O Ministério da Saúde do Brasil divulgou que a aplicação da dose de reforço bivalente da vacina contra a Covid-19 deve começar no dia 27 de fevereiro. A informação foi confirmada por fontes da pasta, que prepara a logística para a distribuição dos imunizantes aos estados e municípios.

Sobre a Vacina Bivalente

A vacina bivalente da Pfizer/BioNTech é uma versão atualizada do imunizante original. Ela foi projetada para proteger tanto contra a cepa original do coronavírus (SARS-CoV-2) quanto contra as subvariantes da Ômicron (BA.4/BA.5), que se tornaram dominantes no país. A eficácia adicional é crucial para manter a proteção contra formas graves da doença.

Público-Alvo Inicial

A campanha será iniciada de forma escalonada, priorizando os grupos com maior risco de evolução para quadros graves. A previsão é que a primeira fase atenda:

  • Pessoas com 60 anos ou mais;
  • Imunossuprimidos (a partir de 12 anos);
  • Gestantes e puérperas;
  • Profissionais da saúde;
  • Pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos);
  • População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional;
  • Indígenas, ribeirinhos e quilombolas.

Para receber a dose bivalente, é necessário ter completado o esquema vacinal primário (pelo menos duas doses) e respeitado o intervalo mínimo de quatro meses da última dose de reforço.

Contexto e Importância

A introdução da vacina bivalente representa um avanço na estratégia de vacinação contra a Covid-19. Ao ampliar o espectro de proteção, a medida busca conter o surgimento de novas variantes e reduzir a pressão sobre o sistema de saúde, especialmente após o aumento de casos de subvariantes da Ômicron no final de 2022 e início de 2023. A OMS e a Anvisa recomendam o uso das vacinas bivalentes como dose de reforço.

A data de 27 de fevereiro marca o ponto de partida nacional, mas a operacionalização nos municípios pode variar conforme a chegada dos lotes e a capacidade logística local. A orientação do ministério é que as secretarias estaduais e municipais de saúde iniciem a imunização o mais rápido possível após o recebimento das doses.