A disputa pela presidência do Senado Federal em 2023 foi marcada por intensa negociação política. O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), candidato apoiado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, venceu Rogério Marinho (PL-RN) por 49 votos a 32. A eleição ocorreu em 1º de fevereiro de 2023, na primeira sessão do ano legislativo.
A vitória de Pacheco foi vista como uma demonstração da força do governo Lula no Congresso, especialmente após o conturbado período eleitoral de 2022. Pacheco, que já presidia o Senado desde 2021, conseguiu consolidar uma base ampla, que incluiu partidos de centro e centro-direita, além dos partidos da base governista.
Rogério Marinho, ex-ministro do Desenvolvimento Regional do governo Bolsonaro, liderou a oposição e obteve 32 votos, um número considerado expressivo pela oposição. A eleição ocorreu em clima de tensão, com acusações mútuas entre governo e oposição quanto à condução do processo.
Pacheco terá pela frente um mandato de dois anos (2023-2025) à frente do Senado, com a responsabilidade de pautar matérias importantes para o governo, como a reforma tributária e o novo marco fiscal. Sua reeleição foi celebrada pela base governista como um sinal de governabilidade.
O placar final foi de 49 votos para Pacheco, 32 para Marinho e uma abstenção. O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) chegou a lançar candidatura, mas retirou o nome antes da votação. O bloco de apoio a Pacheco foi composto por partidos como PSD, MDB, PT, PSDB, União Brasil (parcialmente), Republicanos e outros.
A eleição foi acompanhada de perto pela imprensa e pela opinião pública, pois definia a correlação de forças no Legislativo para os próximos anos. A vitória de Pacheco foi considerada essencial para o governo Lula aprovar suas pautas econômicas e sociais.
Com a reeleição de Pacheco, o governo Lula assegurou um comando no Senado que tende a ser mais cooperativo na tramitação de projetos de lei e indicações. O resultado também reforçou a habilidade política do governo em articular maiorias no Congresso, mesmo em um cenário de forte oposição.