Um conflito armado entre o Exército do Sudão e as Forças de Apoio Rápido (RSF), uma poderosa milícia paramilitar, deixou dezenas de mortos no país africano. Os confrontos ocorrem em meio a uma escalada de tensões políticas e disputas pelo controle do poder.
As Forças de Apoio Rápido, lideradas por Mohamed Hamdan Dagalo, conhecido como Hemedti, têm atuado ao lado do Exército em conflitos anteriores, mas as relações se deterioraram nos últimos meses. O estopim para os combates foi uma divergência sobre a integração da RSF às forças armadas regulares, parte de um plano de transição política.
Testemunhas relataram explosões e tiros em várias partes da capital, Cartum, e em outras regiões. A aviação militar realizou ataques contra posições da RSF. Não há números oficiais de vítimas, mas relatos dão conta de dezenas de mortos e feridos.
A comunidade internacional, incluindo a ONU, a União Africana e os Estados Unidos, pediu um cessar-fogo imediato e o retorno ao diálogo. O Secretário-Geral da ONU, António Guterres, condenou a violência e instou as partes a protegerem os civis.
O Sudão vive um período de instabilidade desde o golpe militar de 2021, que interrompeu a transição para um governo civil. O atual conflito ameaça mergulhar o país em uma guerra civil de grandes proporções, agravando a crise humanitária já existente.
O Repórter Brasil continuará acompanhando os desdobramentos dessa situação crítica.