Em um discurso que repercutiu nos corredores do Congresso Nacional, a ministra brasileira enfatizou que a fome e a pobreza representam as maiores barreiras para o avanço das mulheres na sociedade brasileira. A declaração foi dada durante um seminário sobre políticas públicas e igualdade de gênero, realizado em Brasília.
Dados recentes de organizações internacionais mostram que o Brasil ainda possui milhões de pessoas em situação de insegurança alimentar, e as mulheres são a maioria desse contingente. A realidade é ainda mais dura para as mulheres negras e periféricas, que enfrentam o desemprego e a falta de creches para os filhos.
"Não é possível falar em emancipação feminina enquanto uma mãe precisa escolher entre comprar comida ou pagar o aluguel", disse a ministra. Ela reforçou a importância de políticas sociais robustas, como o Bolsa Família, que tem priorizado as mulheres como titulares dos benefícios, garantindo que o recurso chegue diretamente a quem cuida da casa e dos filhos.
A ministra também destacou programas de segurança alimentar, como o reaparelhamento da rede de alimentação escolar e os bancos de alimentos. Para ela, o combate à fome deve andar lado a lado com a geração de emprego e renda. "A autonomia financeira é o caminho mais curto para que as mulheres possam sair do ciclo da pobreza".
Especialistas apontam que, embora os indicadores de pobreza tenham melhorado nos últimos anos, a recuperação econômica precisa ser mais inclusiva. A agenda de combate à fome e à pobreza segue como prioridade, mas exige esforço coordenado entre União, estados e municípios.
O seminário terminou com a divulgação de uma carta aberta ao governo, pedindo mais investimentos em educação infantil e na qualificação profissional de mulheres em situação de vulnerabilidade. A ministra garantiu que o tema continuará sendo tratado com a urgência que merece.