Barreiras paga R$ 900 mil por Wesley Safadão, R$ 120 mil a mais que Luís Eduardo Magalhães

A prefeitura de Barreiras, no oeste da Bahia, gerou debate ao investir R$ 900 mil na contratação do cantor Wesley Safadão para os festejos de aniversário do município. O valor é R$ 120 mil superior ao pago pela vizinha Luís Eduardo Magalhães pelo mesmo artista durante sua programação festiva.

Wesley Safadão, um dos artistas mais populares do país e com agenda constante em prefeituras brasileiras, se apresentou em Barreiras no último final de semana. Enquanto a gestão de Luís Eduardo Magalhães fechou contrato de R$ 780 mil para a atração, a administração de Barreiras defendeu o valor maior alegando a necessidade de uma estrutura logística mais ampla, incluindo palco de maiores dimensões e equipe de apoio estendida para atender ao público estimado no evento.

A diferença de R$ 120 mil nos cachês chamou a atenção de vereadores de oposição na Câmara Municipal de Barreiras, que protocolaram requerimentos pedindo esclarecimentos sobre os critérios que levaram à diferença de valores em relação à cidade vizinha. Os parlamentares argumentaram que o montante poderia ser direcionado a áreas como saúde e infraestrutura urbana, especialmente em um contexto de restrições orçamentárias.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Barreiras informou que o contrato seguiu todos os trâmites legais, com processo licitatório devidamente publicado. A nota destacou ainda que a apresentação do artista foi um dos momentos mais aguardados da programação, movimentando o comércio local, a rede hoteleira e bares da região, gerando um impacto econômico positivo que, segundo a prefeitura, justifica o investimento.

O caso reacende o debate nacional sobre a destinação de verbas públicas para grandes shows em municípios brasileiros. A tradição de contratar artistas de renome para festas de aniversário divide opiniões entre a população e especialistas em finanças públicas, que apontam a necessidade de equilibrar a realização de eventos culturais com a responsabilidade fiscal e o atendimento às demandas sociais prioritárias.