O Partido Social Democrático (PSD) decidiu apoiar a candidatura do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) à presidência do Senado Federal. O anúncio foi feito após reunião da executiva nacional na quarta-feira, 13 de novembro, em Brasília, e representa um importante reforço na tentativa de Alcolumbre de retornar ao comando da Casa para o biênio 2025-2026.
Davi Alcolumbre, que presidiu o Senado entre 2019 e 2021, é o nome preferido de parte significativa do centrão e de partidos como União Brasil, MDB e PP. Com o apoio do PSD, sua chapa ganha musculatura política e deve atrair novas adesões nas próximas semanas.
A presidência do Senado é uma das posições mais cobiçadas do Legislativo, pois controla a pauta de votações e influencia diretamente a relação com o Executivo. Nos bastidores, a articulação envolve promessas de cargos e distribuição de emendas parlamentares, moeda corrente nas negociações políticas em Brasília.
Articulação política
Lideranças do PSD argumentam que Alcolumbre tem perfil de diálogo e experiência para conduzir o Senado em um momento de alta polarização política. O partido, que integra a base do governo Lula, avalia que o apoio ao senador amapaense não prejudica a relação com o Planalto, uma vez que Alcolumbre mantém bom trânsito com diferentes espectros políticos.
A movimentação ocorre em meio à corrida pela sucessão de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que está no segundo mandato consecutivo e não pode se reeleger. Além de Alcolumbre, outros nomes como o senador Eduardo Gomes (PL-TO) e o senador Weverton (PDT-MA) também são cotados, mas até o momento apenas Alcolumbre desponta com apoio partidário consolidado.
Reações e expectativas
Nas redes sociais, parlamentares do PSD comemoraram a decisão e destacaram a capacidade de articulação de Alcolumbre. "Ele é o nome que une o Senado e garante a independência da Casa", escreveu um líder da legenda.
A expectativa é que novas adesões sejam anunciadas nos próximos dias, consolidando a candidatura de Alcolumbre como favorita para a eleição marcada para fevereiro de 2025. O senador já conta com o apoio explícito de partidos como União Brasil, MDB e PP, e a adesão do PSD amplia sua base de sustentação.
Analistas políticos apontam que a eleição para a presidência do Senado será um teste importante para a governabilidade do segundo governo Lula. Um presidente da Casa alinhado ao centrão pode facilitar a aprovação de matérias de interesse do Executivo, enquanto um nome de oposição poderia travar a pauta legislativa.
Próximos passos
A partir de agora, a articulação se intensifica para garantir os votos necessários. Alcolumbre precisa de 41 dos 81 senadores para ser eleito em primeiro turno. Com o apoio do PSD, que possui 15 senadores, ele se aproxima desse número.
O PSD, sob o comando de Gilberto Kassab, tem se posicionado como um partido de centro que não fecha questão com o governo nem com a oposição. A decisão de apoiar Alcolumbre reflete essa estratégia de manter influência no Congresso independentemente de quem esteja no Palácio do Planalto.
A corrida pela presidência do Senado ainda pode reservar surpresas, mas, neste momento, a candidatura de Davi Alcolumbre parece a mais sólida. O tempo dirá se os votos se consolidarão até fevereiro.