Carmélia da Mata contesta vídeo do prefeito e denuncia falta de pagamento de rescisões em Barreiras

Carmélia da Mata, moradora de Barreiras, no oeste baiano, contestou nesta semana o conteúdo de um vídeo divulgado pelo prefeito e denunciou a falta de pagamento de verbas rescisórias a ex-funcionários da administração municipal.

De acordo com Carmélia, o vídeo do prefeito traria informações incompletas sobre a situação fiscal do município, omitindo problemas enfrentados pelos trabalhadores que tiveram seus contratos encerrados. Ela afirma que, enquanto o prefeito busca passar uma imagem de gestão eficiente, dezenas de ex-servidores aguardam o pagamento de direitos como aviso prévio, férias proporcionais, 13º salário proporcional e multa do FGTS. Em alguns casos, os atrasos se arrastam por meses, gerando dificuldades financeiras para famílias que dependiam desses recursos.

A denúncia foi feita por meio de suas redes sociais e repercutiu entre moradores e lideranças políticas locais. Carmélia, que também se declara ex-servidora da prefeitura, criticou a postura do chefe do Executivo: “Não adianta divulgar vídeos com obras e números se os direitos dos trabalhadores não estão sendo respeitados. O que adianta o progresso se o servidor fica sem receber o que é seu por direito?” Nas redes, diversos seguidores manifestaram apoio e cobraram providências da gestão municipal. A situação reacendeu o debate sobre a transparência da administração pública em Barreiras.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Barreiras ainda não se manifestou oficialmente sobre as acusações. A reportagem também apurou que o caso deve ser levado ao conhecimento do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Câmara de Vereadores. O MPT poderá instaurar inquérito civil para apurar a regularidade dos pagamentos, enquanto a Câmara pode convocar o prefeito para prestar esclarecimentos. A expectativa é que o caso ganhe novos desdobramentos nos próximos dias.

Cidade polo da região oeste da Bahia, Barreiras enfrenta desafios crônicos de gestão fiscal, e o não pagamento de verbas rescisórias é um problema que atinge servidores públicos em diversas prefeituras do país. Para os ex-funcionários, a falta desses direitos representa não apenas uma perda financeira imediata, mas também a insegurança de não ter o respaldo trabalhista garantido por lei. O episódio expõe a tensão entre o discurso oficial de progresso e a realidade de quem depende da máquina pública para viver.

Esta é uma matéria em atualização.

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