Introdução à pesquisa
A pesquisa Atlas/Intel foi realizada na primeira quinzena de fevereiro, ouvindo 2.000 eleitores em todo o Brasil, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a sondagem simulou diversos cenários para a sucessão presidencial de 2026, considerando diferentes candidaturas e alianças partidárias.
O instituto AtlasIntel é conhecido por utilizar metodologia de coleta online com amostra estratificada, e seus levantamentos têm sido referência na imprensa brasileira. A pesquisa foi contratada por veículo de comunicação e divulgada com exclusividade, gerando amplo debate nas redes sociais e nos meios políticos.
Cenários de primeiro turno
No cenário principal, que inclui Lula, Jair Bolsonaro (PL), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB) e outros pré-candidatos, o atual presidente lidera com vantagem confortável. A diferença em relação ao segundo colocado é superior à margem de erro, indicando que Lula venceria já no primeiro turno se a eleição fosse hoje. Em um cenário sem Bolsonaro (considerando uma possível inelegibilidade), a vantagem de Lula se torna ainda maior, com Tarcísio de Freitas (Republicanos) aparecendo em segundo, mas distante do petista.
Outros nomes como Ciro Gomes e Simone Tebet pontuam na casa de um dígito, sem capacidade de ameaçar a liderança de Lula ou de Bolsonaro. O levantamento também testou a inclusão de outros postulantes, como Ratinho Júnior e Romeu Zema, que não alteraram significativamente o quadro geral.
Cenários de segundo turno
Nos simulados de segundo turno, Lula vence todos os adversários testados. Contra Bolsonaro, a vantagem é significativa, mantendo o padrão observado em outras pesquisas. Contra Tarcísio de Freitas, Lula também venceria com margem folgada. O mesmo ocorre em um eventual segundo turno contra Ciro Gomes ou Simone Tebet, demonstrando a capilaridade do ex-presidente entre o eleitorado brasileiro.
A pesquisa reforça que Lula possui um piso eleitoral elevado e consegue atrair votos de diferentes segmentos da sociedade, enquanto os adversários enfrentam dificuldades para ampliar suas bases para além do núcleo ideológico.
Análise regional e perfil do eleitor
O levantamento mostra que Lula lidera em todas as regiões do país, com destaque para o Nordeste, onde sua vantagem é mais expressiva. No Sudeste e no Sul, a disputa é mais apertada, mas Lula ainda aparece à frente ou empatado tecnicamente com Bolsonaro. No Norte e Centro-Oeste, o presidente também mantém vantagem, embora menor.
Entre eleitores de baixa renda, Lula tem ampla vantagem, refletindo o impacto dos programas sociais, da recuperação do mercado de trabalho e do aumento do poder de compra. Já entre eleitores de maior renda e escolaridade, Bolsonaro e outros candidatos de direita pontuam melhor, mas não o suficiente para reverter a vantagem geral do petista.
Contexto político e perspectivas
A pesquisa foi realizada em um momento de relativa estabilidade política, com o governo Lula completando dois anos e apresentando melhorias nos indicadores econômicos, como queda do desemprego, controle da inflação e crescimento do PIB. No entanto, desafios como a polarização extrema, a crise de segurança pública e as tensões institucionais ainda marcam o cenário.
A possível inelegibilidade de Bolsonaro, que responde a processos no Tribunal Superior Eleitoral, pode alterar drasticamente o tabuleiro eleitoral. Por enquanto, ele segue como principal adversário, mas a direita busca alternativas como Tarcísio de Freitas ou outros governadores. A corrida eleitoral ainda está em estágio inicial, e novos eventos — como o desempenho da economia, operações da Polícia Federal e decisões judiciais — podem mudar as intenções de voto até outubro de 2026.
Reações políticas
A campanha de Lula celebrou os números, destacando a confiança do eleitorado no projeto do governo e a aprovação das políticas públicas implementadas. Já o entorno de Bolsonaro minimizou o resultado, argumentando que a eleição ainda está distante e que o ex-presidente segue como principal nome da oposição. Partidos do centro, como MDB e PSDB, reconhecem o favoritismo de Lula, mas acreditam que o cenário pode mudar com a definição das candidaturas e o início da campanha oficial.
A pesquisa também indica que a aprovação do governo Lula se mantém estável, o que contribui para seu favoritismo. No entanto, a insatisfação com alguns setores, como segurança pública, saúde e educação, ainda é um ponto de atenção que pode ser explorado pela oposição.
Impacto nas estratégias partidárias
O resultado da pesquisa tende a influenciar as articulações políticas de cada legenda. No PT, a confirmação da liderança de Lula reforça a aposta na reeleição e desestimula movimentos de substituição. No PL de Bolsonaro, o cenário acende alerta, mas mantém o ex-presidente como nome mais forte da oposição. Partidos da terceira via, por sua vez, veem suas candidaturas com pouca tração até o momento, o que pode acelerar alianças ou desistências.
Para 2026, a definição dos nomes e das alianças será crucial para alterar o quadro atual. A pesquisa Atlas/Intel serve como um termômetro importante para os estrategistas de campanha, que já começam a desenhar os cenários possíveis para a sucessão presidencial.
Perguntas frequentes (FAQ)
O que é a pesquisa Atlas/Intel?
É uma pesquisa de intenção de voto realizada pelo instituto AtlasIntel, que utiliza metodologia de coleta online com amostra estratificada. A empresa é registrada no TSE e seus levantamentos são amplamente divulgados pela imprensa brasileira.
Qual a margem de erro?
A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Os números são definitivos?
Não. Pesquisas de intenção de voto são fotografias do momento em que foram realizadas. As eleições de 2026 ainda estão distantes e o cenário pode mudar significativamente até lá, influenciado por fatores econômicos, políticos e judiciais.
Lula pode vencer no primeiro turno?
Sim, a pesquisa indica que, se a eleição fosse hoje, Lula teria chances reais de vencer no primeiro turno, já que sua vantagem sobre Bolsonaro supera a margem de erro. No entanto, é necessário considerar que outros candidatos podem ganhar força até 2026 e que a abstenção e os votos brancos/nulos também influenciam o resultado.
A pesquisa considera a possibilidade de Bolsonaro estar inelegível?
Sim, a pesquisa testou cenários com e sem Bolsonaro. Em ambos, Lula aparece como favorito, mas a ausência do ex-presidente amplia ainda mais a vantagem do petista e altera a configuração da disputa.