O Mercado Comum do Sul (Mercosul) é o principal bloco econômico da América do Sul. Criado em 1991, o Mercosul tem como objetivo promover a integração regional, a livre circulação de bens e serviços e o desenvolvimento econômico e social dos países-membros. No Repórter Brasil, você acompanha as notícias, análises e os desdobramentos políticos e econômicos do bloco.

O que é o Mercosul

O Mercosul é um bloco de integração econômica fundado pelo Tratado de Assunção, assinado em 26 de março de 1991 por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. Seu propósito é construir um mercado comum, com redução de tarifas, coordenação de políticas macroeconômicas e harmonização de legislações. O bloco também busca consolidar a democracia e a cooperação política na região.

Países-membros e associados

Os membros plenos do Mercosul são Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. A Venezuela, que aderiu em 2012, encontra-se suspensa desde 2016 por descumprimento de obrigações previstas no Protocolo de Adesão. Além dos plenos, o bloco conta com países associados — Chile, Peru, Colômbia, Equador, Guiana, Suriname — que participam de acordos de livre comércio e cooperação, sem poder de voto nas decisões centrais. A Bolívia está em processo de adesão plena.

História e evolução institucional

O Mercosul nasceu no contexto da redemocratização da América do Sul e da formação de blocos regionais ao redor do mundo. O Tratado de Assunção estabeleceu as bases para a integração, e o Protocolo de Ouro Preto (1994) criou a estrutura institucional do bloco: o Conselho do Mercado Comum (CMC), o Grupo Mercado Comum (GMC), a Comissão de Comércio e a Secretaria Administrativa. Em 2005, foi criado o Parlamento do Mercosul (Parlasul), com representantes eleitos. Ao longo dos anos, o bloco ampliou sua atuação para áreas como educação, saúde, migração, defesa e ciência e tecnologia.

Principais realizações

O comércio intrazona cresceu expressivamente desde a fundação, com a eliminação de tarifas para a maioria dos produtos. A Tarifa Externa Comum (TEC) passou a vigorar em 1995, criando uma proteção tarifária unificada. O Fundo para a Convergência Estrutural (FOCEM) financia projetos para reduzir as assimetrias entre os países, com investimentos em infraestrutura, saneamento e desenvolvimento produtivo. O Mercosul também firmou acordos de livre comércio com Israel, Egito, Índia, entre outros, e negocia há décadas um ambicioso acordo com a União Europeia.

Desafios atuais

O Mercosul enfrenta o desafio de se modernizar diante de um cenário global de rápidas transformações comerciais e tecnológicas. As assimetrias econômicas internas, a necessidade de concluir acordos externos (como o tratado Mercosul-UE) e a pressão por mais flexibilidade para que os membros negociem acordos bilaterais são temas centrais do debate atual. Em 2023/2024, os países-membros aprovaram uma flexibilização das regras, permitindo que cada um possa celebrar acordos individuais com terceiros — uma mudança que pode redefinir o futuro do bloco.

Brasil e Mercosul

Para o Brasil, o Mercosul é um eixo estratégico da política externa. O país é o maior parceiro comercial de todos os membros do bloco e exerce papel central nas negociações. Diferentes governos brasileiros priorizaram a integração regional, com ênfases variadas: maior abertura comercial em alguns períodos, foco em políticas sociais e cooperação técnica em outros. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participou da fundação do bloco, sempre defendeu o aprofundamento do Mercosul como instrumento de desenvolvimento e autonomia regional.

O Repórter Brasil acompanha diariamente os desdobramentos do Mercosul — desde as reuniões de cúpula e decisões econômicas até os impactos no dia a dia dos brasileiros. Continue acompanhando nossas reportagens e análises.

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