Em meio aos protestos antirracistas desencadeados pela morte de George Floyd, milhares de pessoas foram às ruas neste sábado (13) em frente à residência do presidente Donald Trump, em Washington D.C., exigindo justiça e o fim da violência policial.
A manifestação, que reuniu mais de 10 mil pessoas nos arredores da Trump International Hotel e da Casa Branca, foi uma das maiores já realizadas na capital americana desde o início dos distúrbios. Os manifestantes carregavam cartazes com frases como "Black Lives Matter" e "Vidas Negras Importam", além de pedirem a saída de Trump do cargo.
A presença de milhares de pessoas no perímetro de segurança da residência oficial forçou a ativação da Guarda Nacional e a instalação de barreiras adicionais. Apesar do clima tenso, a maioria dos protestos ocorreu de forma pacífica, com relatos esporádicos de confrontos com a polícia.
Especialistas apontam que a dimensão dos protestos reflete o descontentamento popular com as políticas raciais do governo Trump e a falta de avanços na reforma da justiça criminal. As manifestações também ocorreram em outras cidades dos Estados Unidos, como Nova York, Los Angeles e Chicago, mas o foco na capital teve forte simbolismo político.
O presidente Trump, que havia inicialmente adotado uma postura de confronto com os manifestantes, recuou após críticas de líderes mundiais e de membros de seu próprio partido. Em pronunciamento breve no sábado à noite, ele pediu calma e afirmou que "a lei e a ordem serão mantidas".
Os organizadores dos protestos prometeram continuar as manifestações enquanto não houver mudanças concretas na política de segurança pública e no combate ao racismo institucional. A repercussão do ato deve marcar a campanha eleitoral de 2020, colocando a questão racial no centro do debate.