A Polícia Federal (PF) confirmou, nesta terça-feira (10), que liberou extremistas que estavam detidos no acampamento montado em frente ao Quartel General do Exército, em Brasília, por estarem acompanhados de crianças, idosos ou apresentarem problemas de saúde diagnosticados.
A confirmação veio por meio de nota oficial da corporação, que explicou os critérios humanitários adotados na triagem dos detidos. A PF afirmou que a liberação não significa impunidade e que todos os investigados continuarão sendo processados pelos atos praticados nos ataques de 8 de janeiro contra as sedes dos Três Poderes.
De acordo com a assessoria da PF, agentes responsáveis pela custódia identificaram situações de vulnerabilidade entre os presos, como a presença de menores de idade desacompanhados, idade avançada ou condições médicas que exigiam cuidados especiais e assistência imediata. “A Polícia Federal atua com responsabilidade social e dentro dos limites da lei. Casos de flagrante vulnerabilidade foram tratados com o devido cuidado, sem prejuízo das investigações em curso”, destacou a nota.
Os liberados assinaram um termo de compromisso se responsabilizando a comparecer em juízo sempre que convocados. A PF reforçou que as investigações sobre os atos golpistas continuam em andamento e que novas prisões não estão descartadas, à medida que novas provas forem colhidas.
A decisão gerou repercussão imediata nos meios políticos e jurídicos. Enquanto organizações de direitos humanos elogiaram a postura da PF por garantir a integridade física de grupos vulneráveis, parlamentares e juristas discutiram os limites legais das prisões em massa realizadas nos dias anteriores e a necessidade de análise individualizada de cada caso. O episódio evidencia os complexos desafios enfrentados pelas forças de segurança ao lidar com grandes multidões em contextos de grave crise institucional.