Agronegócio brasileiro bate recorde nas exportações, foram US$ 37,44 bilhões no 1º trimestre

O agronegócio brasileiro atingiu um novo recorde histórico no primeiro trimestre de 2024. As exportações do setor somaram US$ 37,44 bilhões, o maior valor já registrado para o período, impulsionadas pela demanda global aquecida e pelos preços competitivos das commodities nacionais.

Complexo Soja lidera as vendas

A soja em grãos e seus derivados continuam sendo o carro-chefe da pauta exportadora. Com uma safra cheia, o Brasil embarcou volumes recordes para a China e outros mercados asiáticos, consolidando sua posição como maior exportador mundial da oleaginosa. O farelo e o óleo de soja também tiveram participação expressiva no faturamento.

Carnes: crescimento sustentado

A proteína animal brasileira, tanto bovina quanto de frango e suína, manteve trajetória de alta. A abertura de novos mercados no Oriente Médio e no Sudeste Asiático, aliada à credibilidade sanitária do rebanho nacional, foram fatores determinantes para o resultado positivo do trimestre.

Açúcar e Etanol em destaque

Com problemas de safra na Índia e na Tailândia, o Brasil se tornou a principal fonte global de açúcar. As usinas do Centro-Sul direcionaram a maior parte da cana para a produção do adoçante, aproveitando os altos preços internacionais. O etanol também manteve boa performance, impulsionado pela demanda interna e externa.

Milho, Algodão e Café

Outros grãos também contribuíram para o recorde. O milho, especialmente a segunda safra, e o algodão registraram embarques significativos. O café arábica, mesmo com oscilações de preço, manteve a competitividade no mercado externo, garantindo divisas importantes para o setor.

Perspectivas para o ano

O desempenho do primeiro trimestre reforça as projeções otimistas para o agronegócio em 2024. A expectativa é de que a balança comercial do setor continue superávitária, sustentada pela eficiência logística e pela qualidade dos produtos brasileiros. O recorde de US$ 37,44 bilhões é um marco que evidencia a força do campo na economia nacional.