Em entrevista à Rádio Transamérica, o especialista em políticas públicas Davi Schmidt abordou a estreita relação entre segurança pública e saúde, defendendo uma abordagem integrada e preventiva. Para Schmidt, a violência urbana e o acesso desigual aos serviços de saúde são desafios que precisam ser enfrentados de forma conjunta pelo poder público e pela sociedade civil.
Durante a conversa, Schmidt destacou que a prevenção é o ponto central para reduzir os índices de criminalidade e melhorar a qualidade de vida da população. “Investir em educação, saúde mental e programas sociais é tão importante quanto o policiamento ostensivo”, afirmou. O especialista também ressaltou a necessidade de ampliar o atendimento básico de saúde nas periferias, onde a carência de unidades e profissionais agrava a situação de vulnerabilidade.
Outro tema abordado foi a saúde dos profissionais de segurança pública. Schmidt defendeu a criação de programas de acompanhamento psicológico para policiais e bombeiros, que estão expostos a situações de alto estresse no dia a dia. “Cuidar de quem cuida da população é essencial para uma sociedade mais segura”, completou.
O especialista também citou exemplos de políticas que integram segurança e saúde, como os centros de referência em saúde mental acoplados a bases da guarda municipal, que facilitam o acolhimento de pessoas em situação de rua e com dependência química. Além disso, programas de mediação de conflitos em comunidades e campanhas de prevenção ao uso de drogas foram apontados como medidas eficazes para atuar na raiz da criminalidade.
Schmidt defendeu ainda a capacitação dos profissionais de segurança para lidar com crises envolvendo pessoas com transtornos mentais, evitando que ocorrências simples se transformem em tragédias. “É preciso um novo olhar sobre a segurança pública, que coloque a dignidade humana no centro das políticas”, concluiu.
A entrevista na Rádio Transamérica reforçou o debate sobre como segurança e saúde estão interligadas e a urgência de políticas coordenadas. Schmidt acredita que o Brasil precisa avançar na construção de um modelo de segurança cidadã, que priorize a prevenção e o bem-estar social.