OMS divulga lista de 33 vírus e bactérias com potencial de desencadear uma nova pandemia
A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou sua lista de patógenos prioritários para pesquisa e desenvolvimento (R&D Blueprint), incorporando 33 vírus e bactérias com potencial para desencadear uma nova pandemia. O documento serve como referência para governos, instituições científicas e a indústria farmacêutica direcionarem investimentos em vacinas, medicamentos e diagnósticos contra ameaças infecciosas emergentes e reemergentes.
A lista abrange patógenos virais amplamente conhecidos, como o SARS-CoV-2 (causador da Covid-19), o vírus influenza A em suas variantes zoonóticas (H5N1, H7N9), o vírus Ebola, o vírus Marburg, o vírus Lassa, o vírus Nipah, o vírus Zika, o vírus da dengue, o vírus Chikungunya e o vírus da febre do Vale do Rift. Entre as bactérias, figuram a Yersinia pestis (peste bubônica), o Vibrio cholerae (cólera), a Salmonella Typhi (febre tifoide) e a Shigella.
Além desses, a OMS incluiu patógenos menos difundidos, mas com grande potencial epidêmico, como o vírus da encefalite japonesa, o vírus do Nilo Ocidental, o hantavírus, o vírus da febre hemorrágica de Crimeia-Congo, o vírus da febre de Lassa e o vírus da febre amarela. A organização também mantém na lista o coronavírus da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) e o vírus Hendra.
A classificação é organizada por níveis de urgência: alguns patógenos já representam perigo imediato de surto, enquanto outros podem se tornar emergências se não houver monitoramento constante. A experiência da pandemia de Covid-19, segundo a OMS, evidenciou a necessidade de preparação para múltiplas ameaças simultâneas e de plataformas tecnológicas flexíveis.
A lista de 33 patógenos não é fixa: a OMS a revisa periodicamente com base em surtos ativos, mudanças climáticas, desmatamento e deslocamentos populacionais. Especialistas recomendam que os países fortaleçam a vigilância genômica, os estoques estratégicos de insumos e a capacidade de resposta rápida.
O Brasil, por sua extensa biodiversidade e grande contingente populacional, precisa manter atenção redobrada. O Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acompanham as atualizações da OMS para orientar políticas públicas de prevenção e controle.
O Repórter Brasil continuará monitorando o desenvolvimento de novas vacinas, terapias e as estratégias globais de preparação para pandemias.