A ausência da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) em uma audiência pública realizada na Bahia para discutir a qualidade dos serviços prestados pela Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) gerou forte indignação entre parlamentares, lideranças comunitárias e consumidores. A concessionária foi alvo de uma enxurrada de críticas durante a sessão, que tinha como objetivo principal cobrar melhorias no fornecimento de energia no estado.
Moradores de diversas cidades baianas relataram problemas recorrentes, como quedas bruscas de tensão, apagões prolongados, dificuldade para solicitar reparos e valores considerados abusivos nas contas de luz. A qualidade do fornecimento de energia, especialmente no interior do estado, foi um dos pontos mais debatidos, com relatos de prejuízos materiais e riscos à segurança da população.
A falta da agência reguladora foi interpretada como um sinal de descaso com a situação enfrentada pelos baianos. Deputados estaduais presentes afirmaram que a ANEEL tem a obrigação legal de fiscalizar a concessionária e mediar o diálogo com a sociedade. A ausência foi classificada como "inaceitável" e "um desrespeito ao povo da Bahia".
Durante a audiência, foram feitas diversas cobranças, incluindo a abertura de processos administrativos contra a Coelba, a realização de novas audiências com a participação obrigatória da ANEEL, e o fortalecimento dos canais de ouvidoria e atendimento ao consumidor. Ações judiciais e a atuação do Ministério Público também foram apontadas como caminhos para pressionar por melhorias efetivas no serviço.
O episódio expõe uma crise na relação entre a concessionária, os consumidores baianos e o órgão regulador federal. Enquanto a ANEEL não se fizer presente e a Coelba não apresentar um plano efetivo de melhorias, a expectativa é que as reclamações continuem a crescer, aumentando a pressão por uma solução definitiva para o problema energético no estado.