Guilherme Derrite diz que errou sobre policial militar ter que matar ao menos 3

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, afirmou que errou ao declarar, em 2018, que "o policial militar tem que matar ao menos 3 por mês". A declaração, gravada em vídeo, voltou a circular nas redes sociais no início de 2023 e gerou forte repercussão negativa entre entidades de direitos humanos e membros da classe política.

Em entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (24), Derrite afirmou que a frase foi "infeliz" e não representa sua visão atual sobre o trabalho policial. "Reconheço que errei na forma de me expressar. A vida de um policial militar não se resume a números, e jamais defendi qualquer tipo de violência indiscriminada", declarou o secretário.

O secretário explicou que o contexto da declaração original era uma crítica às condições de trabalho enfrentadas pela Polícia Militar e à falta de respaldo jurídico para os agentes. No entanto, admitiu que a frase soou como apologia à violência, o que não era sua intenção. "Qualquer pessoa pode errar ao falar. O importante é reconhecer e corrigir", completou.

Derrite, que é ex-policial militar e foi deputado federal antes de assumir a Secretaria da Segurança Pública na gestão Tarcísio de Freitas, sempre teve um perfil combativo no discurso sobre criminalidade. A declaração de 2018 se tornou um dos principais alvos de críticas da oposição, que chegou a pedir sua exoneração.

O caso reacendeu o debate sobre a conduta policial no estado de São Paulo e os limites da atuação dos agentes de segurança pública. O governo estadual, por sua vez, manifestou apoio ao secretário e classificou o episódio como um "erro de comunicação".