Sergio Moro, Deltan Dallagnol e Gabriela Hardt agiram para desvio de R$ 2,5 bilhões, aponta relatório

Um relatório técnico divulgado recentemente aponta que as atuações do ex-juiz Sergio Moro, do ex-procurador Deltan Dallagnol e da juíza Gabriela Hardt, no âmbito da Operação Lava Jato, teriam contribuído para um desvio de aproximadamente R$ 2,5 bilhões dos cofres públicos. O documento analisa decisões judiciais, acordos de colaboração premiada e a condução de investigações que, segundo seus autores, resultaram em prejuízo bilionário ao erário.

De acordo com as conclusões do relatório, práticas como a imposição de multas desproporcionais, a negociação de delações sem transparência e a utilização de recursos bloqueados de forma questionável teriam sido determinantess para que parte significativa dos valores desviados não fosse recuperada. O documento também menciona suposto conluio entre acusação e julgamento, tema que gerou controvérsias durante os anos de vigência da força-tarefa.

Moro, Dallagnol e Hardt sempre negaram qualquer irregularidade. A defesa do ex-juiz, hoje senador, afirma que suas decisões foram baseadas na lei e nas provas dos autos. Dallagnol, por sua vez, classifica o relatório como "parcial e sem fundamento". Gabriela Hardt ainda não se manifestou oficialmente sobre o conteúdo do documento.

O caso tramita em diferentes instâncias do Judiciário e também é alvo de investigação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Ministério Público Federal. Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que o relatório pode reforçar pedidos de revisão de processos e acordos firmados durante a Lava Jato, mas ressaltam que as conclusões ainda dependem de comprovação judicial.

O Repórter Brasil continuará acompanhando o desdobramento das investigações e trará novas informações assim que estiverem disponíveis.